HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Homem de 55 anos deu entrada no Pronto-Socorro com quadro de dor abdominal em baixo ventre e fossa ilíaca esquerda há 2 dias, associado à febre baixa nas últimas 24 horas. Nega quaisquer outras queixas clínicas. Nega quadro clínico semelhante prévio. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, subfebril (37,7 ºC) e estável hemodinamicamente. Apresentava abdome flácido, com sinais de irritação peritoneal localizada em fossa ilíaca esquerda. O exame padrão-ouro para confirmar a hipótese diagnóstica do paciente é:
Suspeita de diverticulite aguda (dor FIE + febre + irritação peritoneal) → Tomografia de abdome com contraste é o padrão-ouro.
A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de diverticulite aguda. A TC não só confirma a inflamação, mas também é crucial para estadiar a doença (classificação de Hinchey) e identificar complicações como abscessos ou perfuração, guiando a decisão terapêutica.
A diverticulite aguda é a inflamação de um divertículo colônico, uma condição comum em indivíduos acima de 50 anos, principalmente no cólon sigmoide. A apresentação clínica clássica envolve dor em fossa ilíaca esquerda, febre e alteração do hábito intestinal, podendo haver sinais de irritação peritoneal localizada. O diagnóstico preciso é fundamental para guiar o tratamento e evitar complicações. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste intravenoso é o método de imagem padrão-ouro. Ela oferece alta sensibilidade e especificidade para confirmar a inflamação, além de ser essencial para identificar e graduar complicações, como abscessos, flegmão, fístulas ou perfuração livre (estadiamento de Hinchey). Outros exames, como a colonoscopia e o enema opaco, são contraindicados na fase aguda pelo risco de perfuração. A conduta terapêutica, seja conservadora (antibióticos, dieta) ou cirúrgica, é diretamente influenciada pelos achados da TC. Após a resolução do episódio, uma colonoscopia é recomendada para avaliar a extensão da doença diverticular e excluir neoplasias.
Os achados típicos incluem espessamento da parede do cólon sigmoide (>4mm), inflamação da gordura pericólica (densificação), presença de divertículos e, em casos complicados, coleções líquidas (abscessos), pneumoperitônio (perfuração) ou fístulas.
A insuflação de ar durante a colonoscopia em um segmento de cólon inflamado e edemaciado aumenta significativamente o risco de perfuração, transformando uma diverticulite não complicada em uma peritonite grave. O exame é postergado até a resolução do quadro inflamatório.
O ultrassom pode ser um exame inicial, especialmente em mulheres jovens para descartar causas ginecológicas, ou em pacientes magros. Ele pode mostrar espessamento da parede colônica e divertículos, mas é operador-dependente e tem sua sensibilidade limitada pelo gás intestinal. A TC é superior.
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