Diverticulite Aguda: Diagnóstico e Exame de Imagem Ideal

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022

Enunciado

Homem, 55 anos de idade, apresenta dor abdominal no hipogástrio há 3 dias associado à febre, distensão abdominal e constipação. Exame físico: ruídos hidroaéreos diminuídos, dor na fossa ilíaca direita e hipogástrio com descompressão brusca positiva. Qual é o diagnóstico mais provável e o exame mais adequado para sua confirmação?

Alternativas

  1. A) Volvo de sigmoide; radiografia de abdome em 3 posições.
  2. B) Ureterolitíase; ultrassonografia de rins e vias urinárias.
  3. C) Prostatite; ultrassonografia de pelve.
  4. D) Diverticulite aguda; tomografia de abdome com contraste.

Pérola Clínica

Dor abdominal em hipogástrio/FID + febre + distensão + constipação + descompressão brusca positiva → Diverticulite aguda. TC abdome com contraste é padrão-ouro.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda é uma inflamação dos divertículos, comum em idosos. A dor abdominal, frequentemente no quadrante inferior esquerdo (mas pode ser atípica, como na FID), associada a febre, alterações do hábito intestinal e sinais de irritação peritoneal, sugere o diagnóstico. A TC de abdome com contraste é o exame de escolha para confirmação e avaliação de complicações.

Contexto Educacional

A diverticulite aguda é uma condição inflamatória que afeta os divertículos do cólon, pequenas saculações da mucosa que se herdiam através da parede muscular. É mais comum em pacientes idosos e está frequentemente associada a uma dieta pobre em fibras. A fisiopatologia envolve a obstrução do colo de um divertículo por fecalito ou alimento não digerido, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, microperfuração. A apresentação clínica típica inclui dor abdominal, que classicamente se localiza na fossa ilíaca esquerda (diverticulite sigmoideana), mas pode ocorrer em outras regiões, como o hipogástrio ou fossa ilíaca direita, dependendo da localização dos divertículos. O diagnóstico da diverticulite aguda é baseado na história clínica, exame físico e exames de imagem. Os sintomas incluem dor abdominal, febre, náuseas, vômitos, e alterações do hábito intestinal (constipação ou diarreia). Ao exame físico, pode haver sensibilidade abdominal localizada, massa palpável e sinais de irritação peritoneal, como descompressão brusca positiva. A tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste é o exame de imagem de escolha, pois permite confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como abscessos, perfurações ou fístulas, e excluir outros diagnósticos diferenciais. O tratamento da diverticulite aguda varia de acordo com a gravidade. Casos leves, sem complicações, podem ser tratados ambulatorialmente com repouso intestinal, dieta líquida e antibióticos de amplo espectro. Casos mais graves ou complicados (abscessos, perfuração) requerem internação hospitalar, antibióticos intravenosos e, em algumas situações, drenagem percutânea de abscessos ou cirurgia. A prevenção de recorrências envolve uma dieta rica em fibras e, em alguns casos, colonoscopia após a resolução do quadro agudo para excluir neoplasias.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da diverticulite aguda?

Os sintomas incluem dor abdominal (geralmente em quadrante inferior esquerdo, mas pode ser atípica), febre, náuseas, vômitos, alterações do hábito intestinal (constipação ou diarreia) e sensibilidade abdominal com sinais de irritação peritoneal.

Por que a tomografia de abdome com contraste é o exame de escolha para diverticulite aguda?

A TC com contraste permite visualizar os divertículos inflamados, espessamento da parede do cólon, inflamação da gordura pericólica e identificar complicações como abscessos, perfurações ou fístulas, sendo crucial para o estadiamento e planejamento terapêutico.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da diverticulite aguda?

Os diferenciais incluem apendicite aguda (especialmente se a dor for na FID), colite infecciosa, doença inflamatória intestinal, câncer colorretal, cistite e, em mulheres, condições ginecológicas como doença inflamatória pélvica.

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