Diverticulite Aguda: Diagnóstico e Exame de Escolha

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 80 anos comparece ao pronto atendimento com queixa de febre, dor em fossa ilíaca esquerda e hiporexia iniciados ontem. Paciente não evacua há cinco dias. Ao exame físico, apresentava dor à palpação da fossa ilíaca esquerda. Foi realizado hemograma que revelou leucocitose com desvio à esquerda. O diagnóstico mais provável e o exame complementar mais adequado nesse momento são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) Diverticulite e colonoscopia.
  2. B) Diverticulite e tomografia computadorizada de abdome.
  3. C) Volvo de sigmoide e colonoscopia.
  4. D) Volvo de sigmoide e ultrassonografia de abdome.

Pérola Clínica

Dor em FIE + Febre + Leucocitose → Diverticulite Aguda. Exame de escolha = TC de abdome.

Resumo-Chave

A diverticulite aguda é a principal hipótese para dor em fossa ilíaca esquerda no idoso. A TC de abdome é o padrão-ouro para diagnóstico e classificação de gravidade (Hinchey).

Contexto Educacional

A diverticulite aguda resulta da micro ou macroperfuração de um divertículo colônico, levando a um processo inflamatório peridiverticular. É uma causa comum de abdome agudo em pacientes idosos, manifestando-se classicamente com dor em quadrante inferior esquerdo, alterações do hábito intestinal e sinais sistêmicos de infecção. O diagnóstico baseia-se na clínica e em exames de imagem, sendo a TC fundamental para estratificar o risco e definir o tratamento, que pode variar de antibioticoterapia ambulatorial a intervenção cirúrgica de urgência em casos complicados. A colonoscopia é formalmente evitada na fase aguda pelo risco de perfuração, mas é essencial no seguimento tardio para diagnóstico diferencial com câncer colorretal.

Perguntas Frequentes

Por que a colonoscopia é contraindicada na diverticulite aguda?

Na fase aguda da diverticulite, a parede do cólon está inflamada, friável e enfraquecida. A insuflação de ar necessária durante a colonoscopia aumenta significativamente a pressão intraluminal, elevando o risco de perfuração iatrogênica em um segmento já comprometido. O exame deve ser postergado por 4 a 6 semanas após a resolução do quadro agudo para excluir neoplasias ocultas e avaliar a extensão da doença diverticular de forma segura.

Qual a utilidade da Tomografia Computadorizada (TC) neste cenário?

A TC de abdome e pelve com contraste é o padrão-ouro devido à sua alta sensibilidade (>95%) e especificidade. Ela permite confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da inflamação extracolônica, identificar complicações como abscessos, fístulas ou pneumoperitônio e guiar a conduta terapêutica através da classificação de Hinchey, que diferencia casos simples de casos complicados que podem exigir drenagem ou cirurgia.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais da dor em FIE?

Além da diverticulite aguda, deve-se considerar neoplasia de cólon perfurada ou obstruída, colite isquêmica, doença inflamatória intestinal, infecções urinárias, nefrolitíase e, em mulheres, patologias anexiais como cistos ovarianos ou gravidez ectópica. A história clínica de constipação e sinais inflamatórios sistêmicos reforça a suspeita de diverticulite no paciente idoso.

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