HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Sobre drogas que podem ser utilizadas no tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), está CORRETO afirmar:
Diuréticos tiazídicos → ↑ ácido úrico sérico e ↑ glicemia; Diuréticos de alça → hipocalemia.
Diuréticos tiazídicos são eficazes no tratamento da HAS, mas podem causar efeitos metabólicos adversos como hiperuricemia e hiperglicemia. Diuréticos de alça, embora potentes, são mais associados à hipocalemia e geralmente reservados para pacientes com insuficiência renal ou cardíaca.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica prevalente, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O tratamento farmacológico visa reduzir a pressão arterial e prevenir complicações, utilizando diversas classes de medicamentos, como diuréticos, betabloqueadores, inibidores da ECA, bloqueadores dos receptores de angiotensina e bloqueadores dos canais de cálcio. A escolha da droga depende das características individuais do paciente e comorbidades. Os diuréticos tiazídicos são frequentemente a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com HAS, especialmente aqueles sem comorbidades específicas. No entanto, é crucial estar ciente de seus efeitos adversos metabólicos, como o aumento do ácido úrico sérico (hiperuricemia), hiperglicemia, hipocalemia e dislipidemia. O monitoramento regular desses parâmetros é fundamental para garantir a segurança e eficácia do tratamento. Outras classes de anti-hipertensivos possuem perfis de ação e efeitos adversos distintos. Diuréticos de alça, por exemplo, são mais potentes e podem causar hipocalemia significativa, sendo indicados em situações de insuficiência renal ou cardíaca. Bloqueadores dos canais de cálcio diidropiridínicos são vasodilatadores arteriais eficazes, enquanto os não-diidropiripínicos atuam também na frequência cardíaca. Betabloqueadores não são primeira linha para todos os pacientes, mas têm indicações específicas como pós-infarto ou insuficiência cardíaca.
Os diuréticos tiazídicos podem causar hiperuricemia, hiperglicemia, hipocalemia, hiponatremia e dislipidemia, sendo importante monitorar esses parâmetros durante o tratamento da HAS.
Diuréticos de alça são geralmente preferidos em pacientes com insuficiência renal avançada (TFG < 30 mL/min) ou insuficiência cardíaca com congestão, devido à sua maior potência diurética.
Diidropiridínicos (ex: anlodipino) são vasodilatadores periféricos potentes, usados para HAS. Não-diidropiridínicos (ex: verapamil, diltiazem) atuam no coração, diminuindo FC e contratilidade, e são usados para HAS com taquiarritmias ou angina.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo