Diuréticos na Insuficiência Cardíaca Descompensada: Ação

PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 55 anos, diagnóstico de insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, da entrada no pronto atendimento com quadro de dispneia. Ao exame físico apresentase com pressão arterial 180x110 mmHg, edema de membros inferiores e crepitação até terço médio de ambos hemitórax. Exame de urgência revelam uréia de 50 mg/dL (10-50 mg/dL), creatinina de 1,1 mg/dL (0,6-1,2 mg/dL), sódio de 130 mEq/L (135-145 mEq/L), potássio de 5 mEq/L (3,5_5,0 mEq/L), cálcio de 1,3 mg/dL (1,12-1,32 mg/dL). Em relação ao diurético que deve ser prescrito nesse momento, qual seu local de ação, considerando a figura abaixo?

Alternativas

  1. A) 1
  2. B) 2
  3. C) 3
  4. D) 4

Pérola Clínica

IC descompensada com congestão e hipertensão → diurético de alça (Furosemida), age na alça de Henle (segmento 2).

Resumo-Chave

Pacientes com insuficiência cardíaca descompensada, congestão pulmonar e hipertensão necessitam de diuréticos potentes para rápida remoção de volume. Os diuréticos de alça, como a furosemida, são a primeira escolha por sua alta eficácia e agem inibindo o cotransportador Na-K-2Cl na alça ascendente de Henle.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca (IC) descompensada, manifestada por dispneia, edema e congestão pulmonar, é uma das principais causas de internação hospitalar. Nesses casos, a rápida remoção do excesso de volume é fundamental para aliviar os sintomas e melhorar o prognóstico. Os diuréticos de alça são a pedra angular do tratamento, devido à sua alta potência e capacidade de induzir uma diurese significativa. O principal local de ação dos diuréticos de alça, como a furosemida, é o ramo ascendente espesso da alça de Henle. Eles atuam inibindo o cotransportador Na-K-2Cl na membrana luminal das células tubulares, impedindo a reabsorção de sódio, potássio e cloreto. Essa inibição resulta em uma maior entrega de solutos ao túbulo coletor, aumentando a excreção de água e eletrólitos. No manejo da IC descompensada, a dose e a via de administração (intravenosa é preferível em quadros agudos) devem ser ajustadas conforme a resposta diurética e a função renal do paciente. É crucial monitorar de perto os eletrólitos séricos, especialmente o potássio, devido ao risco de hipocalemia, e a função renal para evitar lesão renal aguda. A combinação com outros diuréticos, como os tiazídicos, pode ser considerada em casos de resistência aos diuréticos de alça.

Perguntas Frequentes

Qual a importância dos diuréticos de alça no tratamento da insuficiência cardíaca descompensada?

Os diuréticos de alça são cruciais para reduzir a sobrecarga de volume, aliviar a congestão pulmonar e sistêmica, e melhorar os sintomas de dispneia e edema. Eles promovem uma diurese potente e rápida, sendo a primeira escolha em situações agudas.

Como os diuréticos de alça atuam no rim para promover a diurese?

Eles agem no ramo ascendente espesso da alça de Henle, inibindo o cotransportador Na-K-2Cl. Isso impede a reabsorção de sódio, potássio e cloreto, resultando em maior excreção de água e eletrólitos na urina.

Quais são os principais efeitos adversos dos diuréticos de alça que devem ser monitorados?

Os efeitos adversos incluem hipocalemia, hiponatremia, hipomagnesemia, alcalose metabólica, hipotensão e ototoxicidade (especialmente com doses elevadas ou infusão rápida). É essencial monitorar os eletrólitos e a função renal.

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