HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022
Sobre o planejamento familiar é correto afirmar que
DIU pode ser inserido imediatamente pós-parto (até 10 min) ou pós-aborto, seguro e eficaz.
A inserção do DIU (cobre ou hormonal) imediatamente após o parto (até 10 minutos) ou após abortamento é uma prática segura e eficaz, aproveitando a internação e a motivação da mulher, sem interferir na amamentação.
O planejamento familiar é um componente essencial da saúde reprodutiva, oferecendo às pessoas a capacidade de decidir sobre o número e o espaçamento dos filhos. A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando fatores como eficácia, segurança, efeitos colaterais e preferências pessoais, sendo um tópico frequente em provas de residência e crucial na prática clínica. A inserção do DIU (Dispositivo Intrauterino) imediatamente após o parto, seja de cobre ou hormonal, é uma prática recomendada pela OMS e pelo Ministério da Saúde, desde que não haja contraindicações. Essa abordagem aproveita a internação hospitalar e a motivação da mulher, aumentando a adesão ao método e reduzindo a taxa de gravidez não planejada no pós-parto. Outros métodos contraceptivos possuem critérios específicos: a esterilização voluntária exige idade mínima de 21 anos ou 2 filhos vivos e um período de reflexão. A vasectomia, embora eficaz, requer um período de espera para confirmação da azoospermia. Anticoncepcionais hormonais combinados são contraindicados na amamentação exclusiva devido ao estrogênio, que pode afetar a lactação.
A esterilização voluntária (laqueadura ou vasectomia) é permitida para maiores de 21 anos ou com pelo menos 2 filhos vivos, com prazo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico.
A vasectomia é altamente eficaz (>99%), mas a contracepção só é garantida após 20 a 30 ejaculações ou 3 meses, com confirmação por espermograma que demonstre azoospermia.
Não, anticoncepcionais combinados com estrogênio são contraindicados na amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses pós-parto, pois podem reduzir a produção de leite. Métodos apenas com progestagênio são preferíveis.
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