HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
O DIU não-hormonal é considerado um método contraceptivo reversível de longa ação que pode estar muito bem indicado para mulheres
DIU de cobre é seguro e eficaz para nuligestas jovens, sem contraindicações como sangramento uterino anormal ou coagulopatias.
O DIU de cobre é uma excelente opção contraceptiva para nuligestas, incluindo adolescentes, pois não afeta a fertilidade futura e não possui os efeitos sistêmicos dos hormônios. As contraindicações incluem sangramento uterino de causa desconhecida, infecções pélvicas ativas e coagulopatias.
O DIU não-hormonal, ou DIU de cobre, é um método contraceptivo reversível de longa ação (LARC) altamente eficaz e seguro. Sua ação se dá pela liberação de íons cobre que causam uma reação inflamatória estéril no endométrio, tornando-o hostil aos espermatozoides e óvulos. É uma das opções mais custo-efetivas e com alta taxa de continuidade. A indicação do DIU de cobre para nuligestas é um ponto crucial na prática clínica e em provas de residência. Antigamente, havia um receio infundado de que o DIU pudesse aumentar o risco de infecção pélvica ou infertilidade em mulheres que nunca engravidaram. No entanto, estudos robustos demonstraram que o risco é baixo e comparável ao de mulheres multíparas, desde que não haja infecções sexualmente transmissíveis ativas. As contraindicações importantes incluem gravidez, infecções pélvicas ativas, sangramento uterino de causa desconhecida, malformações uterinas que distorçam a cavidade, doença de Wilson e coagulopatias como a síndrome de Von Willebrand, devido ao risco de exacerbação do sangramento menstrual. Para mulheres com adenomiose ou miomas submucosos que causam sangramento intenso, o DIU de cobre pode agravar os sintomas, sendo o DIU hormonal uma opção mais adequada.
Sim, o DIU de cobre é seguro e eficaz para nuligestas, incluindo adolescentes, e não afeta a fertilidade futura. Não há evidências que justifiquem a restrição do seu uso a essa população.
As contraindicações incluem gravidez confirmada ou suspeita, infecção pélvica ativa, sangramento uterino de causa desconhecida, doença de Wilson e alergia ao cobre. Miomas submucosos ou adenomiose com sangramento intenso também podem ser contraindicações relativas.
Mulheres com síndrome de Von Willebrand, uma coagulopatia, têm maior risco de sangramento. O DIU de cobre pode aumentar o sangramento menstrual, piorando a condição e levando à anemia, sendo, portanto, contraindicado.
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