SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
A contracepção representa uma preocupação das mulheres em idade fértil. Sobre métodos contraceptivos, em particular com relação ao Dispositivo Intrauterino (DIU), assinale a alternativa CORRETA.
DIU de levonorgestrel: comum amenorreia tardia, mas sangramento irregular nos primeiros 6 meses é esperado.
O DIU de levonorgestrel (Mirena) é um método contraceptivo altamente eficaz que atua liberando progestagênio. Embora muitas usuárias desenvolvam amenorreia com o tempo, é crucial orientar sobre a possibilidade de sangramento irregular, spotting ou dismenorreia nos primeiros meses após a inserção, que geralmente melhora.
O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC) mais eficazes, com taxas de falha muito baixas. Existem dois tipos principais: o DIU de cobre, que atua por reação inflamatória local, e o DIU hormonal (liberador de levonorgestrel), que libera progestagênio diretamente no útero, causando atrofia endometrial e espessamento do muco cervical. Ambos são seguros e eficazes, inclusive para nulíparas, e não aumentam o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O DIU de levonorgestrel (Mirena, Kyleena) é particularmente valorizado por seus efeitos não contraceptivos, como a redução do sangramento menstrual e da dismenorreia, sendo uma opção terapêutica para menorragia e endometriose. No entanto, é fundamental orientar as pacientes sobre o padrão de sangramento esperado: nos primeiros meses após a inserção, é comum ocorrer sangramento irregular, spotting ou dismenorreia. Com o tempo, a maioria das usuárias evolui para oligomenorreia ou amenorreia, o que é um efeito desejado para muitas. A ultrassonografia pélvica para localização do DIU é recomendada após a inserção e em caso de sintomas (dor, sangramento excessivo, suspeita de expulsão), mas não é mandatória de forma semestral para usuárias assintomáticas. Os critérios de elegibilidade da OMS são guias importantes para a escolha do método, e o DIU de cobre não é contraindicado em pacientes com histórico de tromboembolismo venoso, ao contrário de alguns métodos hormonais combinados. A duração da eficácia varia, sendo 5-7 anos para o Mirena e até 10 anos ou mais para alguns DIUs de cobre.
Sim, mulheres nulíparas podem usar DIU, tanto de cobre quanto hormonal. Os benefícios da contracepção superam os riscos, e o DIU é considerado seguro e eficaz para elas.
O DIU de levonorgestrel (Mirena) tem eficácia contraceptiva comprovada por 5 a 7 anos, dependendo da indicação e da aprovação regulatória local, sendo um método de longa duração.
Inicialmente, pode ocorrer sangramento irregular, spotting ou dismenorreia nos primeiros 3-6 meses. Com o tempo, a maioria das usuárias desenvolve oligomenorreia ou amenorreia, o que é um efeito benéfico para muitas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo