DIU de Levonorgestrel: Efeitos, Eficácia e Manejo

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015

Enunciado

A contracepção representa uma preocupação das mulheres em idade fértil. Sobre métodos contraceptivos, em particular com relação ao Dispositivo Intrauterino (DIU), assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Mulheres que nunca tiveram filhos (nulíparas) não podem usar esse método.
  2. B) A realização periódica e semestral de ultrassonografia pélvica para avaliação da exata localização do DIU é mandatória nas usuárias. 
  3. C) O DIU de cobre é contraindicado em pacientes com tromboembolismo venoso agudo ou passado (critério 4 de elegibilidade da OMS).
  4. D) O DIU de levonogestrel (Mirena[R]) tem sua eficácia contraceptiva comprovada e aprovada por 10 anos após ser inserido no útero.
  5. E) A maioria das usuárias do DIU de levonogestrel desenvolvem amenorreia ao longo do tempo, porém pode haver sangrameno irregular no primeiro semestre, após a inserção.

Pérola Clínica

DIU de levonorgestrel: comum amenorreia tardia, mas sangramento irregular nos primeiros 6 meses é esperado.

Resumo-Chave

O DIU de levonorgestrel (Mirena) é um método contraceptivo altamente eficaz que atua liberando progestagênio. Embora muitas usuárias desenvolvam amenorreia com o tempo, é crucial orientar sobre a possibilidade de sangramento irregular, spotting ou dismenorreia nos primeiros meses após a inserção, que geralmente melhora.

Contexto Educacional

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC) mais eficazes, com taxas de falha muito baixas. Existem dois tipos principais: o DIU de cobre, que atua por reação inflamatória local, e o DIU hormonal (liberador de levonorgestrel), que libera progestagênio diretamente no útero, causando atrofia endometrial e espessamento do muco cervical. Ambos são seguros e eficazes, inclusive para nulíparas, e não aumentam o risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O DIU de levonorgestrel (Mirena, Kyleena) é particularmente valorizado por seus efeitos não contraceptivos, como a redução do sangramento menstrual e da dismenorreia, sendo uma opção terapêutica para menorragia e endometriose. No entanto, é fundamental orientar as pacientes sobre o padrão de sangramento esperado: nos primeiros meses após a inserção, é comum ocorrer sangramento irregular, spotting ou dismenorreia. Com o tempo, a maioria das usuárias evolui para oligomenorreia ou amenorreia, o que é um efeito desejado para muitas. A ultrassonografia pélvica para localização do DIU é recomendada após a inserção e em caso de sintomas (dor, sangramento excessivo, suspeita de expulsão), mas não é mandatória de forma semestral para usuárias assintomáticas. Os critérios de elegibilidade da OMS são guias importantes para a escolha do método, e o DIU de cobre não é contraindicado em pacientes com histórico de tromboembolismo venoso, ao contrário de alguns métodos hormonais combinados. A duração da eficácia varia, sendo 5-7 anos para o Mirena e até 10 anos ou mais para alguns DIUs de cobre.

Perguntas Frequentes

Mulheres nulíparas podem usar DIU?

Sim, mulheres nulíparas podem usar DIU, tanto de cobre quanto hormonal. Os benefícios da contracepção superam os riscos, e o DIU é considerado seguro e eficaz para elas.

Qual a duração da eficácia contraceptiva do DIU de levonorgestrel (Mirena)?

O DIU de levonorgestrel (Mirena) tem eficácia contraceptiva comprovada por 5 a 7 anos, dependendo da indicação e da aprovação regulatória local, sendo um método de longa duração.

Quais são os efeitos esperados do DIU de levonorgestrel no padrão de sangramento?

Inicialmente, pode ocorrer sangramento irregular, spotting ou dismenorreia nos primeiros 3-6 meses. Com o tempo, a maioria das usuárias desenvolve oligomenorreia ou amenorreia, o que é um efeito benéfico para muitas.

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