Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Quando se usa um método contraceptivo, deve-se avaliar também efeitos associados que beneficiem a mulher. A partir do exposto, é correto afirmar:
DIU-LNG → ↓ fluxo menstrual e amenorreia (benefício no manejo da menorragia).
O DIU de levonorgestrel promove atrofia endometrial, resultando em redução significativa do volume menstrual e alta taxa de amenorreia, sendo excelente para pacientes com hipermenorreia.
A escolha do método contraceptivo deve considerar não apenas a eficácia (Índice de Pearl), mas também os benefícios adicionais e o perfil de efeitos colaterais. O DIU-LNG é um LARC (Long-Acting Reversible Contraceptive) que se destaca no tratamento da menorragia idiopática e adenomiose. Em contraste, métodos combinados (estrogênio + progestogênio) como o anel vaginal e adesivos possuem contraindicações específicas relacionadas ao risco tromboembólico, enquanto os injetáveis mensais mantêm uma ciclicidade mais previsível, mas exigem adesão rigorosa.
O levonorgestrel liberado localmente promove uma potente atrofia das glândulas endometriais e decidualização do estroma. Esse efeito antiproliferativo torna o endométrio insensível ao estradiol circulante, resultando em uma redução drástica do volume de sangramento menstrual em até 90% após os primeiros meses de uso, podendo evoluir para amenorreia em cerca de 20-50% das usuárias no primeiro ano.
Embora o acetato de medroxiprogesterona de depósito (AMPD) frequentemente leve à amenorreia com o uso continuado, o início do tratamento é comumente marcado por sangramentos irregulares ou 'spotting'. Além disso, o retorno à fertilidade após a interrupção do injetável trimestral pode ser demorado, levando em média 9 a 10 meses para a ovulação ser restabelecida.
As minipílulas tradicionais (ex: noretisterona) agem primariamente alterando o muco cervical e tornando o endométrio hostil, mas não inibem a ovulação de forma consistente em todos os ciclos (cerca de 40% das usuárias ainda ovulam). Já as pílulas de desogestrel 75mcg possuem um mecanismo mais robusto de inibição do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, bloqueando a ovulação na maioria das usuárias.
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