ENARE/ENAMED — Prova 2024
Paciente nuligesta, 20 anos, comparece ao consultório de seu ginecologista referindo desejo de iniciar uso de dispositivo intrauterino com levonorgestrel. Referente a esse dispositivo, assinale a alternativa correta.
DIU levonorgestrel: contraindicado em suspeita ou diagnóstico de carcinoma de mama devido ao componente progestagênico.
O dispositivo intrauterino (DIU) com levonorgestrel é um método contraceptivo hormonal de longa duração e alta eficácia. No entanto, por liberar um progestagênio, ele é contraindicado em casos de suspeita ou diagnóstico de câncer de mama, devido ao potencial de estimulação hormonal do tumor.
O dispositivo intrauterino (DIU) com levonorgestrel é um método contraceptivo reversível de longa duração (LARC) altamente eficaz, com taxas de falha inferiores a 1%. Ele libera levonorgestrel diretamente no útero, promovendo um espessamento do muco cervical, atrofia endometrial e inibição da motilidade espermática, dificultando a fertilização e a implantação. Além da contracepção, é amplamente utilizado no tratamento da menorragia e como parte da terapia de reposição hormonal para proteção endometrial. As indicações para o DIU de levonorgestrel são diversas, incluindo mulheres nuligestas e multíparas que desejam contracepção de longo prazo. No entanto, é crucial conhecer suas contraindicações. Suspeita ou diagnóstico de carcinoma de mama é uma contraindicação absoluta devido ao componente progestagênico do DIU, que pode estimular o crescimento de tumores hormônio-dependentes. Outras contraindicações incluem gravidez, infecções pélvicas ativas, sangramento vaginal inexplicado e malformações uterinas. Antes da inserção, é fundamental realizar uma avaliação completa da paciente, incluindo histórico médico, exame físico e, se necessário, exames complementares como colpocitologia oncótica (que, se alterada, pode exigir investigação antes da inserção) e tratamento de infecções vaginais (como candidíase). A taxa de liberação de levonorgestrel é de 20 mcg/dia inicialmente, e a amenorreia é um efeito esperado em uma parcela significativa das usuárias após os primeiros meses. O conhecimento aprofundado sobre este método é essencial para ginecologistas e residentes, garantindo a segurança e eficácia da contracepção.
As principais contraindicações incluem gravidez confirmada ou suspeita, infecções pélvicas ativas (como DIP ou cervicite), sangramento vaginal inexplicado, câncer de mama atual ou histórico, câncer de colo do útero ou endométrio, e malformações uterinas que impeçam a inserção adequada.
O DIU de levonorgestrel (Mirena) libera inicialmente 20 mcg/dia de levonorgestrel, que diminui gradualmente ao longo do tempo. Embora a ação seja predominantemente local no útero, há alguma absorção sistêmica, que pode levar a efeitos como alterações de humor, acne e sensibilidade mamária, além de ser a base para a contraindicação em câncer de mama.
Sim, a amenorreia é um efeito comum e desejável para muitas usuárias do DIU de levonorgestrel. Após 6 a 12 meses de uso, aproximadamente 20-50% das pacientes experimentam amenorreia, devido à supressão do crescimento endometrial pelo levonorgestrel. Isso também o torna uma opção de tratamento para menorragia.
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