UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2025
Indivíduos que desejam e são elegíveis para um dispositivo intrauterino (DIU) devem decidir entre DIUs de cobre e DIUs liberadores de levonogestrel. Em que situação a opção do DIU de levonogestrel em relação ao DIU de cobre seria mais vantajosa?
DIU levonogestrel → ↓ sangramento menstrual e dismenorreia, ideal para anemia.
O DIU de levonogestrel libera progestágeno localmente, afinando o endométrio e reduzindo significativamente o fluxo menstrual e a dismenorreia, sendo uma excelente opção para mulheres com menorragia ou anemia ferropriva. O DIU de cobre, por outro lado, pode aumentar o sangramento e as cólicas.
O dispositivo intrauterino (DIU) é um método contraceptivo de longa duração, reversível e altamente eficaz, com duas principais categorias: o DIU de cobre e o DIU liberador de levonogestrel. A escolha entre eles depende das características individuais da paciente e de suas necessidades clínicas, sendo um tópico fundamental na ginecologia e obstetrícia para residentes. O DIU de levonogestrel libera progestágeno diretamente no útero, o que leva ao afinamento do endométrio e à supressão da proliferação endometrial. Este mecanismo resulta em uma redução significativa do sangramento menstrual e da dismenorreia, tornando-o uma excelente opção terapêutica para mulheres com menorragia, anemia ferropriva secundária ao sangramento uterino excessivo e endometriose. Além da contracepção, ele oferece benefícios não contraceptivos importantes. Em contraste, o DIU de cobre atua principalmente por meio de uma reação inflamatória estéril no endométrio, que é espermicida e ovicida. Embora seja uma opção eficaz para contracepção de longo prazo, pode aumentar o volume do sangramento menstrual e a intensidade das cólicas em algumas mulheres, o que o torna menos adequado para pacientes com menorragia preexistente ou anemia. A compreensão dessas diferenças é crucial para a tomada de decisão clínica e para otimizar o manejo da saúde reprodutiva feminina.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem sangramento irregular nos primeiros meses, amenorreia (em alguns casos), cefaleia e sensibilidade mamária.
O DIU de cobre causa uma reação inflamatória local no endométrio, que pode levar ao aumento do fluxo menstrual e cólicas, especialmente nos primeiros meses após a inserção.
É contraindicado em casos de câncer de mama atual ou prévio, doença hepática ativa, gravidez, infecção pélvica ativa ou malformações uterinas.
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