DIU e Clamídia Assintomática: Qual a Conduta Correta?

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente 30 anos de idade, usuária de DIU (Dispositivo Intra-uterino) de cobre, procura ambulatório de planejamento familiar com sinais clínicos sugestivos de infecção por clamídia, assintomática. A conduta correta a ser tomada é:

Alternativas

  1. A) Não remover o DIU e usar antibiótico.
  2. B) Retirar o DIU e antibioticoterapia.
  3. C) Apenas observar até que se torne sintomática
  4. D) Retirar o DIU e não usar antibiótico

Pérola Clínica

Clamídia assintomática com DIU → tratar IST com ATB, não remover DIU se não houver DIP.

Resumo-Chave

A presença de um DIU não é uma contraindicação para o tratamento de uma IST como a clamídia, especialmente se a paciente estiver assintomática e não houver sinais de Doença Inflamatória Pélvica (DIP). A remoção do DIU é reservada para casos de DIP grave ou refratária ao tratamento.

Contexto Educacional

A contracepção intrauterina, seja com DIU de cobre ou hormonal, é um método altamente eficaz e de longa duração, amplamente utilizado por mulheres em idade reprodutiva. Uma preocupação comum, tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde, é a relação entre o uso de DIU e o risco de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como a clamídia. É crucial desmistificar que o DIU causa ISTs; ele não protege contra elas, mas também não aumenta o risco de adquiri-las. A clamídia é uma IST bacteriana muito comum, frequentemente assintomática, o que dificulta seu diagnóstico e aumenta o risco de complicações se não tratada, como Doença Inflamatória Pélvica (DIP), infertilidade e gravidez ectópica. O rastreamento de ISTs é fundamental, especialmente em populações de risco ou com múltiplos parceiros, independentemente do método contraceptivo utilizado. A conduta em caso de IST em usuárias de DIU é um ponto importante na prática clínica. A diretriz geral é tratar a infecção com antibióticos apropriados. A remoção do DIU não é rotineiramente indicada para ISTs não complicadas ou assintomáticas. Apenas em casos de DIP grave, abscesso pélvico ou falha terapêutica com o DIU in situ, a remoção deve ser considerada, sempre após o início da antibioticoterapia. Este conhecimento é vital para garantir a continuidade da contracepção eficaz e evitar procedimentos desnecessários.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais sugestivos de infecção por clamídia em mulheres?

A infecção por clamídia é frequentemente assintomática, mas pode causar corrimento vaginal anormal, sangramento intermenstrual, dor abdominal baixa ou dor durante a relação sexual. O rastreamento é crucial.

Quando a remoção do DIU é indicada em caso de IST?

A remoção do DIU é geralmente indicada apenas se houver um diagnóstico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) grave, abscesso tubo-ovariano ou DIP que não responde ao tratamento antibiótico adequado.

Qual o tratamento recomendado para clamídia?

O tratamento padrão para clamídia é a azitromicina em dose única ou doxiciclina por 7 dias. É fundamental tratar também os parceiros sexuais para evitar reinfecção.

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