FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2023
Mulher, 30 anos, usuária de DIU de cobre há um ano, teve confirmada gestação de 12 semanas, sem localização do fio. A conduta médica correta é:
Gestação com DIU e fio não visível → deixar evoluir, monitorar riscos.
Quando a gestação ocorre com DIU in situ e o fio não é visível, a remoção instrumental do DIU aumenta o risco de aborto. A conduta mais segura é manter o DIU e monitorar a gestação para complicações como aborto espontâneo ou parto prematuro.
A ocorrência de gestação em usuárias de DIU, embora rara, é uma situação que exige manejo cuidadoso. O DIU de cobre, por exemplo, tem uma taxa de falha de aproximadamente 0,8% no primeiro ano de uso. Uma vez confirmada a gestação, a conduta depende da localização do DIU e da visibilidade do seu fio. Se o fio do DIU é visível no colo uterino, a remoção do dispositivo é geralmente recomendada, preferencialmente antes das 12 semanas de gestação. A remoção, quando fácil, pode reduzir o risco de aborto espontâneo tardio e parto prematuro, embora o risco de aborto após a remoção ainda seja maior do que em gestações sem DIU. No entanto, quando o fio do DIU não é visível, como no caso da questão, a tentativa de remoção instrumental (por exemplo, com pinça ou cureta) é associada a um risco significativamente elevado de aborto espontâneo, que pode ser maior do que o risco de manter o DIU. Nesses casos, a conduta mais segura é deixar a gestação evoluir, monitorando-a de perto para sinais de complicações como aborto espontâneo, parto prematuro ou infecção intra-amniótica. O DIU geralmente é expelido junto com a placenta no parto.
Manter o DIU in situ durante a gestação aumenta o risco de aborto espontâneo (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro, infecção intra-amniótica e, em casos raros, perfuração uterina.
A remoção do DIU é indicada apenas se o fio for visível e puder ser removido facilmente, geralmente antes das 12 semanas de gestação, pois isso pode reduzir o risco de parto prematuro.
A gestação deve ser monitorada de perto com ultrassonografias seriadas para avaliar a localização do DIU, o crescimento fetal e sinais de complicações como infecção ou ameaça de aborto/parto prematuro.
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