INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Paciente de 40 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) relatando parto há 15 dias e desejo de inserção de DIU. Nesse caso, assinale a alternativa que indica o momento da inserção e o principal mecanismo de ação do DIU de cobre.
DIU de cobre pós-parto → inserção ideal 4-6 semanas; mecanismo = inflamação endometrial citotóxica e espermicida.
O DIU de cobre atua primariamente por uma reação de corpo estranho no endométrio. A liberação de íons de cobre e leucócitos cria um ambiente hostil que é espermicida e impede a fertilização. A inserção no puerpério tardio (após 4 semanas) minimiza o risco de expulsão e perfuração uterina.
O Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre é um método contraceptivo de longa duração, reversível e altamente eficaz, sendo uma excelente opção para o planejamento familiar no pós-parto, inclusive durante a amamentação. Sua indicação no puerpério requer conhecimento sobre o momento ideal de inserção para otimizar a segurança e eficácia. O mecanismo de ação do DIU de cobre é local, baseado na intensa reação inflamatória estéril que ele causa no endométrio. A liberação contínua de íons de cobre na cavidade uterina é citotóxica para gametas, atuando como um potente espermicida que impede a ascensão dos espermatozoides e a fertilização. Diferente do DIU hormonal, ele não possui efeito sistêmico e não interfere na ovulação. A inserção pode ocorrer em diferentes momentos do puerpério, mas o período entre 4 e 6 semanas é frequentemente preferido por apresentar um bom equilíbrio entre facilidade técnica e menor risco de expulsão. O manejo adequado inclui a avaliação de contraindicações, como infecção puerperal ou sangramento uterino anormal de causa desconhecida. Embora a inserção imediata (até 48h pós-parto) seja possível e vantajosa por garantir a contracepção antes da alta, ela está associada a taxas de expulsão mais elevadas. A escolha do momento deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios para cada paciente.
A inserção pode ser imediata (até 48h), precoce (48h a 4 semanas) ou tardia (após 4 semanas). A inserção tardia, entre 4 e 6 semanas, é a mais comum em ambulatórios por ter menor risco de expulsão comparado à inserção precoce e ser tecnicamente mais simples que a imediata.
O principal mecanismo é a criação de uma reação inflamatória estéril na cavidade uterina. Os íons de cobre liberados são citotóxicos para espermatozoides e óvulos, agindo como um espermicida potente e impedindo a fertilização. Não é um método abortivo.
As principais complicações são a expulsão do dispositivo, que é mais frequente em inserções puerperais, e a perfuração uterina, um evento raro, mas com risco aumentado devido à involução uterina. Infecção também é um risco, embora baixo.
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