DIU de Cobre e Neoplasia Cervical: Conduta e Critérios OMS

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021

Enunciado

Lucia, 32 anos de idade, em seguimento ambulatorial para tratamento de neoplasia cervical, usuária há 4 anos de dispositivo intrauterino (DIU) de cobre. Quanto à conduta, de acordo com os critérios de elegibilidade para contracepção da Organização Mundial de Saúde, o DIU, durante o tratamento, deverá ser:

Alternativas

  1. A) Mantido durante o tratamento, com proibição de uso de anticoncepcional oral.
  2. B) Retirado, introduzindo-se anticoncepcional oral combinado.
  3. C) Retirado, com orientação para uso de preservativo.
  4. D) Mantido, com orientação para uso de preservativo.
  5. E) Mantido, com orientação para uso do anticoncepcional oral após final do tratamento.

Pérola Clínica

DIU de cobre pode ser mantido em neoplasia cervical, mas com preservativo para proteção adicional.

Resumo-Chave

De acordo com os critérios de elegibilidade da OMS, o DIU de cobre não é contraindicado em mulheres com neoplasia cervical (CIN ou câncer invasivo) e pode ser mantido. No entanto, durante o tratamento, é prudente orientar o uso de preservativo para evitar infecções e como método contraceptivo adicional, se necessário.

Contexto Educacional

A contracepção em mulheres com condições médicas específicas requer uma avaliação cuidadosa, e os Critérios de Elegibilidade Médica para o Uso de Contraceptivos da Organização Mundial da Saúde (OMS) são uma ferramenta essencial para guiar a prática clínica. A neoplasia cervical, seja uma lesão intraepitelial (CIN) ou um câncer invasivo, é uma condição que levanta dúvidas sobre a segurança e eficácia de métodos contraceptivos, especialmente os intrauterinos. Para o DIU de cobre, os critérios da OMS geralmente permitem a continuação do uso em mulheres com neoplasia cervical, classificando-o como Categoria 2 ou 3, o que significa que os benefícios geralmente superam os riscos ou que há algumas restrições que exigem acompanhamento, mas não uma contraindicação absoluta. O DIU de cobre não interfere no tratamento da neoplasia e não aumenta o risco de progressão da doença. A preocupação principal reside em evitar infecções que possam complicar o quadro ou o tratamento. Durante o tratamento da neoplasia cervical, que pode envolver procedimentos como conização ou histerectomia, e considerando a necessidade de prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que podem agravar a condição, a orientação para o uso de preservativo é uma conduta prudente e recomendada. Isso garante uma proteção adicional e reforça a importância da saúde sexual durante o tratamento oncológico. A decisão de manter ou remover o DIU deve ser individualizada, considerando o tipo e estágio da neoplasia, o plano de tratamento e as preferências da paciente, sempre com base nas diretrizes atualizadas.

Perguntas Frequentes

Qual a classificação do DIU de cobre para mulheres com neoplasia cervical pelos critérios da OMS?

Para mulheres com neoplasia cervical (CIN ou câncer invasivo), o DIU de cobre é geralmente classificado como Categoria 2 ou 3 pelos critérios da OMS, dependendo da especificidade da condição e do tratamento. Isso significa que os benefícios geralmente superam os riscos, ou que há algumas restrições, mas não é uma contraindicação absoluta para a continuação do uso.

Por que é recomendado o uso de preservativo em pacientes com neoplasia cervical e DIU?

O uso de preservativo é recomendado para pacientes com neoplasia cervical e DIU por duas razões principais: para oferecer proteção adicional contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), que podem complicar o tratamento da neoplasia, e para servir como um método contraceptivo de barreira, especialmente se houver preocupações com a eficácia do DIU durante procedimentos ou tratamentos.

O DIU de cobre aumenta o risco de progressão da neoplasia cervical?

Não há evidências de que o DIU de cobre aumente o risco de desenvolvimento ou progressão da neoplasia cervical. Ele atua localmente no útero e não tem impacto direto na patogênese do câncer de colo, que está primariamente associado à infecção persistente pelo HPV.

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