TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
Os distúrbios do sono são muito frequentes nos pacientes com demência e outras doenças neurodegenerativas, o que pode dificultar seu manejo. A respeito do tema, assinale a alternativa correta:
Demência + Distúrbios do sono → prevalência até 90% e manejo complexo devido à neurodegeneração central.
Alterações no ciclo sono-vigília são marcadores precoces e frequentes em demências, resultantes da degeneração de núcleos reguladores como o supraquiasmático e o tronco encefálico.
Os distúrbios do sono em pacientes com demência representam um dos maiores desafios no manejo clínico e na sobrecarga do cuidador. A fisiopatologia envolve a perda de neurônios colinérgicos e a deposição de proteínas patológicas (como beta-amiloide e tau) em áreas cerebrais responsáveis pelo controle circadiano. Estudos mostram que a fragmentação do sono pode não apenas ser um sintoma da demência, mas também um fator que acelera o declínio cognitivo ao prejudicar o sistema glinfático, responsável pela 'limpeza' de detritos metabólicos cerebrais durante o sono profundo. O tratamento deve priorizar medidas de higiene do sono e exposição à luz solar, reservando intervenções farmacológicas para casos refratários devido ao risco de quedas e piora cognitiva.
A prevalência é extremamente elevada, podendo atingir até 90% dos pacientes em diversos estudos clínicos. Essas alterações incluem insônia, fragmentação do sono, inversão do ciclo sono-vigília e transtornos comportamentais específicos, como o transtorno do sono REM, que é particularmente comum em sinucleinopatias como a Demência por Corpos de Lewy.
Diferente do que se poderia supor, os níveis de melatonina no líquido cefalorraquidiano (LCR) diminuem progressivamente com a evolução da Doença de Alzheimer. Essa redução está associada à degeneração do núcleo supraquiasmático do hipotálamo, o 'relógio biológico' central, o que contribui diretamente para a desregulação do ritmo circadiano e a piora da qualidade do sono.
Nos quadros demenciais e neurodegenerativos, ocorre degeneração significativa de estruturas críticas para a regulação do sono e vigília, incluindo o córtex frontal, a substância nigra, o locus coeruleus e os núcleos do rafe. Essa perda neuronal compromete a modulação de neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina, essenciais para a manutenção do estado de alerta e a transição entre as fases do sono.
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