PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) constituem um dos grupos de patologias relacionados ao trabalho mais notificados no Brasil. Durante a realização de uma consulta médica PSP, 32 anos, trabalhador de linha de montagem da indústria automobilística queixou-se de dor no membro superior esquerdo, associando seu surgimento a fatores de risco presentes no seu trabalho. Dos fatores citados por PSP, a seguir listados, qual NÃO está potencialmente relacionado ao desenvolvimento de Distúrbio Osteomusculares Relacionados ao Trabalho - DORT:
DORT: Excesso de variabilidade da tarefa NÃO é fator de risco; na verdade, protege.
Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são causados por fatores como repetitividade, posturas inadequadas e força excessiva. O excesso de variabilidade da tarefa, ao contrário, tende a ser um fator protetor, pois distribui o esforço por diferentes grupos musculares e articulações.
Os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), também conhecidos como Lesões por Esforços Repetitivos (LER), representam um grave problema de saúde pública e ocupacional no Brasil, sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho. Eles englobam uma série de condições que afetam músculos, tendões, nervos e articulações, resultantes da sobrecarga biomecânica e psicossocial no ambiente de trabalho. A identificação dos fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo adequado. Os fatores de risco clássicos para DORT incluem a repetitividade de movimentos, a aplicação de força excessiva, a manutenção de posturas inadequadas ou forçadas (como a permanência prolongada do membro superior acima do nível do ombro), a pressão mecânica localizada sobre tecidos moles e a vibração. Esses elementos, quando presentes de forma contínua e intensa, levam ao estresse e à lesão das estruturas osteomusculares. Em contraste, a variabilidade da tarefa é um conceito ergonômico que visa justamente a prevenção, ao permitir que o trabalhador alterne entre diferentes atividades, utilizando distintos grupos musculares e posturas, reduzindo a sobrecarga em uma única região. Para o residente, o conhecimento sobre DORT é fundamental na prática clínica, seja na atenção primária, na medicina do trabalho ou em especialidades como ortopedia e reumatologia. É importante saber identificar os fatores de risco ocupacionais na anamnese, orientar os pacientes sobre medidas preventivas e de ergonomia, e diferenciar os DORT de outras condições musculoesqueléticas. A compreensão de que a variabilidade da tarefa é um fator protetor, e não de risco, é um ponto-chave para a correta avaliação e aconselhamento dos trabalhadores.
Os principais fatores de risco para DORT incluem movimentos repetitivos, posturas inadequadas e forçadas (como elevação prolongada dos membros superiores), aplicação de força excessiva, compressão mecânica localizada, vibração, frio e fatores psicossociais como alta demanda e baixo controle sobre o trabalho.
A variabilidade da tarefa não é um fator de risco; pelo contrário, é um fator protetor. Ela permite que diferentes grupos musculares e articulações sejam utilizados, evitando a sobrecarga e a fadiga de um único sistema, o que é comum em tarefas repetitivas e monótonas.
A ergonomia atua na prevenção dos DORT adaptando o ambiente de trabalho, as ferramentas e as tarefas às capacidades e limitações do trabalhador. Isso inclui o ajuste de mobiliário, a introdução de pausas, a rotação de tarefas e o design de equipamentos que minimizem posturas forçadas e esforços repetitivos, promovendo conforto e segurança.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo