TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
Com relação aos distúrbios do olfato, assinale a alternativa incorreta.
Testes olfativos (ex: UPSIT) são validados, práticos e essenciais na avaliação clínica de anosmia.
A avaliação do olfato não deve ser apenas subjetiva; testes padronizados e validados são ferramentas clínicas fundamentais para diagnóstico diferencial e prognóstico.
Os distúrbios do olfato são queixas comuns, especialmente na população idosa, onde a prevalência de déficit olfativo ultrapassa 50% após os 60 anos. A diferenciação entre causas condutivas (obstrução física à passagem do ar) e neurossensoriais (lesão do epitélio, nervo ou vias centrais) é o primeiro passo diagnóstico. Causas comuns incluem infecções virais das vias aéreas superiores, trauma cranioencefálico e doenças rinossinusais. Ao contrário do que sugere a alternativa incorreta da questão, os testes olfativos objetivos são práticos e fundamentais na prática clínica. Eles ajudam a distinguir a perda real da simulação e fornecem dados objetivos para o acompanhamento da recuperação. Além disso, a presença de anosmia sem causa obstrutiva óbvia deve sempre levantar o alerta para doenças desmielinizantes ou neurodegenerativas.
O University of Pennsylvania Smell Identification Test (UPSIT) utiliza cartões com microcápsulas de odores que são liberados ao serem raspados. O paciente escolhe uma resposta entre múltiplas alternativas. É um teste altamente validado, de fácil aplicação clínica e permite categorizar o grau de perda olfativa (normosmia, hiposmia leve a grave, ou anosmia).
A hiposmia ou anosmia é um dos sintomas não motores mais precoces das doenças de Alzheimer e Parkinson, muitas vezes precedendo os sintomas cognitivos ou motores em anos. Isso ocorre devido à deposição precoce de proteínas patológicas (como alfa-sinucleína ou tau) no bulbo olfatório e no córtex entorrinal.
A TC de seios da face é útil para avaliar causas condutivas (polipose, rinossinusite crônica). A Ressonância Magnética (RM) é indicada quando se suspeita de causas centrais, tumores do sulco olfatório (como meningiomas) ou para avaliar o volume do bulbo olfatório em casos pós-virais ou congênitos.
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