HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Um homem de 74 anos vai a um consultório médico com queixa de fadiga, perda de memória e desânimo. Ao abordar esse quadro clínico, são elaboradas as seguintes afirmativas. Marcar C para as Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:( ) Os distúrbios neuropsiquiátricos são a principal causa de incapacidade nas pessoas mais idosas, contabilizam aproximadamente 50% da incapacidade funcional.( ) Se em um exame de imagem for encontrada atrofia cerebral, nessa idade é sempre considerado um achado patológico que deve receber medicação contínua.( ) O aumento do fluxo sanguíneo cerebral e o aumento da síntese de dopamina e de catecolaminas são alterações fisiológicas esperadas nesta idade.
Idosos: distúrbios neuropsiquiátricos são causa principal de incapacidade; atrofia cerebral pode ser fisiológica; ↓ fluxo cerebral e síntese de neurotransmissores.
Em idosos, distúrbios neuropsiquiátricos são a maior causa de incapacidade funcional. A atrofia cerebral pode ser um achado fisiológico normal do envelhecimento, não indicando necessariamente patologia. Além disso, o envelhecimento está associado a uma redução do fluxo sanguíneo cerebral e da síntese de neurotransmissores como dopamina e catecolaminas, e não a um aumento.
O envelhecimento é um processo complexo que acarreta diversas alterações fisiológicas e, por vezes, patológicas no organismo, incluindo o sistema nervoso central. Os distúrbios neuropsiquiátricos representam um desafio significativo na geriatria, sendo a principal causa de incapacidade funcional em pessoas mais idosas, impactando profundamente sua qualidade de vida e autonomia. Condições como depressão, ansiedade e demências são prevalentes e exigem uma abordagem diagnóstica e terapêutica cuidadosa. No contexto do envelhecimento cerebral, é fundamental diferenciar as alterações fisiológicas das patológicas. A atrofia cerebral, por exemplo, pode ser um achado comum em exames de imagem de idosos saudáveis, refletindo uma perda gradual de volume cerebral sem necessariamente implicar em doença neurodegenerativa que exija medicação contínua. Contudo, atrofias desproporcionais ou associadas a declínio cognitivo significativo devem ser investigadas. Fisiologicamente, o envelhecimento também se associa a uma redução do fluxo sanguíneo cerebral e a alterações na neurotransmissão. Há uma diminuição na síntese e liberação de neurotransmissores como dopamina e catecolaminas, o que pode contribuir para alterações no humor, cognição e controle motor. Compreender essas nuances é crucial para o residente, permitindo uma avaliação geriátrica abrangente e um plano de cuidados adequado, evitando intervenções desnecessárias e focando nas necessidades reais do paciente idoso.
Os distúrbios neuropsiquiátricos, como depressão, ansiedade e demências, são a principal causa de incapacidade funcional em pessoas mais idosas, contribuindo significativamente para a perda de autonomia.
Não, a atrofia cerebral pode ser um achado fisiológico esperado no processo normal de envelhecimento, sem necessariamente indicar uma doença neurodegenerativa. A avaliação clínica e funcional é essencial para diferenciar o que é normal do que é patológico.
Com o envelhecimento, há uma tendência à redução do fluxo sanguíneo cerebral e uma diminuição na síntese e liberação de neurotransmissores importantes, como dopamina e catecolaminas, o que pode impactar funções cognitivas e humor.
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