HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
Os distúrbios hipertensivos na gravidez permanecem entre os problemas sem solução mais significativos e intrigantes em obstetrícia. Acomete em torno de 10% das mulheres e contribui muito para as taxas de morbidade e mortalidade maternas. Sobre estes distúrbios está CORRETO afirmar:
Idade materna avançada → ↑ risco de HAS crônica com pré-eclâmpsia sobreposta.
Pacientes com idade materna avançada (>35 anos) apresentam maior risco de desenvolver hipertensão arterial crônica e, consequentemente, pré-eclâmpsia sobreposta. Já as adolescentes têm maior risco de pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional, refletindo diferentes perfis de risco.
Os distúrbios hipertensivos na gravidez são um grupo heterogêneo de condições que afetam cerca de 10% das gestações, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. Compreendem a hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e hipertensão arterial crônica, com ou sem pré-eclâmpsia sobreposta. A fisiopatologia envolve disfunção endotelial e placentária, resultando em vasoconstrição e danos a múltiplos órgãos. A identificação dos fatores de risco é crucial para o manejo e a prevenção. A idade materna é um fator importante: pacientes mais velhas (geralmente acima de 35 anos) têm maior probabilidade de apresentar hipertensão arterial crônica preexistente, aumentando o risco de pré-eclâmpsia sobreposta. Em contraste, adolescentes e primigestas jovens têm um risco elevado de desenvolver pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional, muitas vezes devido a uma primeira exposição à gravidez e imaturidade do sistema vascular. O manejo desses distúrbios exige monitoramento rigoroso da pressão arterial, avaliação da função renal e hepática, contagem de plaquetas e pesquisa de proteinúria. A pré-eclâmpsia é definida por hipertensão nova após 20 semanas de gestação, acompanhada de proteinúria ou sinais de disfunção de órgãos-alvo. O tratamento definitivo é o parto, mas o manejo expectante pode ser considerado em gestações pré-termo, com monitoramento cuidadoso e uso de anti-hipertensivos e sulfato de magnésio para prevenção de convulsões em casos graves.
Os principais distúrbios hipertensivos na gravidez incluem hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia (com ou sem sinais de gravidade), eclâmpsia e hipertensão arterial crônica (com ou sem pré-eclâmpsia sobreposta).
Pacientes mais velhas (>35 anos) têm maior risco de hipertensão arterial crônica e, consequentemente, de pré-eclâmpsia sobreposta. Adolescentes, por outro lado, têm maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional.
Critérios de gravidade para pré-eclâmpsia incluem pressão arterial sistólica ≥ 160 mmHg ou diastólica ≥ 110 mmHg, plaquetas < 100.000/mm³, disfunção hepática (elevação de transaminases), insuficiência renal (creatinina > 1,1 mg/dL ou duplicação), edema pulmonar, sintomas visuais ou cerebrais.
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