Distúrbios Hipertensivos na Gestação: Classificação e Diagnóstico

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021

Enunciado

Sobre os quadros hipertensivos na gestação, considere as afirmativas abaixo: I- Hipertensão arterial crônica na gravidez é a ocorrência de HAS precedendo a gestação. Como muitas vezes não há registros de medidas de PA antes da gestação, considera-se HAS crônica quando a HAS é constatada no 1º trimestre da gestação ou, no máximo, até a 20ª semana de gestação. II- Hipertensão gestacional é a hipertensão arterial que surge pela primeira vez após a 20ª semana da gestação, sem estar acompanhada de nenhum sinal, sintoma ou alteração laboratorial que caracterize a pré-eclâmpsia. III- O diagnóstico de pré-eclâmpsia deve ser presumido nas gestantes em que hipertensão arterial e proteinúria significativa surgirem após a 20ª semana de gestação (exceto na mola hidatiforme, quando a pré-eclâmpsia pode surgir antes da 20ª semana). Assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e III são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas II e III são corretas.
  4. D) Todas as alternativas estão corretas.

Pérola Clínica

Classificação HAS gestacional: HAS Crônica (antes 20s), HAS Gestacional (após 20s, sem PE), Pré-eclâmpsia (após 20s, HAS + proteinúria/disfunção).

Resumo-Chave

A correta classificação dos distúrbios hipertensivos na gestação é crucial para o manejo adequado. Hipertensão crônica é diagnosticada antes da 20ª semana, hipertensão gestacional após a 20ª semana sem proteinúria, e pré-eclâmpsia após a 20ª semana com proteinúria ou disfunção de órgãos.

Contexto Educacional

Os distúrbios hipertensivos na gestação representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal, sendo crucial para o residente de medicina compreender sua classificação e manejo. A correta diferenciação entre hipertensão arterial crônica, hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia guia a conduta clínica e o prognóstico. A hipertensão arterial crônica é definida como a presença de hipertensão antes da gestação ou diagnosticada até a 20ª semana de gestação. Já a hipertensão gestacional é caracterizada pelo surgimento de hipertensão após a 20ª semana, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia, e geralmente se resolve no pós-parto. A pré-eclâmpsia, uma condição mais grave, é diagnosticada pela hipertensão após a 20ª semana, associada a proteinúria significativa ou sinais de disfunção de órgãos-alvo (como disfunção renal, hepática, neurológica ou hematológica). É importante notar que, em casos de mola hidatiforme, a pré-eclâmpsia pode se manifestar antes da 20ª semana, sendo uma exceção à regra temporal. O manejo adequado de cada condição é vital para a segurança da mãe e do feto.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre hipertensão crônica e hipertensão gestacional?

A hipertensão crônica é diagnosticada antes da gestação ou até a 20ª semana, enquanto a hipertensão gestacional surge pela primeira vez após a 20ª semana, sem proteinúria ou outros sinais de pré-eclâmpsia.

Quais são os critérios diagnósticos para pré-eclâmpsia?

Pré-eclâmpsia é diagnosticada pela presença de hipertensão arterial (≥140/90 mmHg) após a 20ª semana de gestação, associada a proteinúria significativa ou sinais de disfunção de órgãos-alvo.

Em que situação a pré-eclâmpsia pode surgir antes da 20ª semana de gestação?

A pré-eclâmpsia pode surgir antes da 20ª semana de gestação em casos de mola hidatiforme, uma condição rara que causa uma proliferação anormal do trofoblasto.

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