SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
Síndrome do intestino irritável, dispepsia funcional, dor torácica funcional de origem esofágica presumida e pirose funcional são caracterizadas por sintomas crônicos e recorrentes de dor e desconforto referidos ao abdome inferior, epigástrio e abdome superior e região retroesternal, respectivamente. Elas pertencem à família de distúrbios gastrintestinais (GI) funcionais (também chamados de distúrbios do eixo cérebro-intestino) que compreendem um amplo espectro de distúrbios gastrintestinais crônicos frequentemente sobrepostos que são comuns tanto na população adulta quanto na pediátrica. Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Distúrbios GI funcionais → abordagem multifacetada: dieta, estilo de vida, suporte psicológico e farmacoterapia.
A alternativa C está incorreta porque modificações dietéticas e de estilo de vida são estratégias de intervenção úteis e frequentemente essenciais no manejo dos distúrbios gastrointestinais funcionais, complementando ou, em alguns casos, precedendo o tratamento farmacológico. A abordagem deve ser holística, considerando o eixo cérebro-intestino.
Os distúrbios gastrointestinais funcionais (DGFs), como a Síndrome do Intestino Irritável (SII) e a Dispepsia Funcional, representam um desafio diagnóstico e terapêutico significativo na prática clínica. Caracterizados por sintomas crônicos e recorrentes sem uma causa orgânica estrutural ou bioquímica identificável, eles afetam uma parcela considerável da população adulta e pediátrica, impactando substancialmente a qualidade de vida. A compreensão desses distúrbios é crucial para residentes, dada sua alta prevalência e a necessidade de uma abordagem integral. A fisiopatologia dos DGFs é complexa e envolve uma interação bidirecional entre o cérebro e o intestino, conhecida como eixo cérebro-intestino. Fatores como dismotilidade, hipersensibilidade visceral, alterações na microbiota intestinal, inflamação de baixo grau e, notavelmente, fatores psicossociais e estresse, contribuem para a manifestação dos sintomas. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Roma, após exclusão de outras patologias. É fundamental suspeitar de DGFs em pacientes com sintomas crônicos e recorrentes, especialmente quando associados a comorbidades psiquiátricas como ansiedade e depressão. O tratamento dos DGFs é multifacetado e visa o alívio sintomático e a melhoria da qualidade de vida. Diferentemente do que a alternativa incorreta sugere, modificações dietéticas (como a dieta FODMAP), ajustes no estilo de vida (exercício físico, manejo do estresse) e abordagens psicoterapêuticas (terapia cognitivo-comportamental) são pilares essenciais da terapia, muitas vezes tão ou mais importantes que o tratamento farmacológico. A farmacoterapia, que inclui antiespasmódicos, laxantes, antidiarreicos e, em casos selecionados, antidepressivos, deve ser individualizada e complementar às medidas não farmacológicas. O prognóstico é geralmente benigno, mas os sintomas podem ser crônicos e flutuantes, exigindo um acompanhamento contínuo e uma relação médico-paciente empática e educativa.
Os principais distúrbios GI funcionais incluem Síndrome do Intestino Irritável (SII), Dispepsia Funcional, Dor Torácica Funcional de origem esofágica e Pirose Funcional, caracterizados por sintomas crônicos sem causa orgânica aparente.
Modificações dietéticas são cruciais no tratamento da SII, pois certos alimentos podem desencadear ou exacerbar os sintomas. Dietas como a FODMAP, por exemplo, podem reduzir a dor e o inchaço em muitos pacientes.
O eixo cérebro-intestino é fundamental, pois estressores psicossociais e fatores psicológicos podem modular a motilidade, sensibilidade e permeabilidade intestinal, desempenhando um papel tanto na causa quanto na exacerbação dos sintomas dos distúrbios GI funcionais.
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