Distúrbio Ventilatório Obstrutivo: Interpretação da Espirometria

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 26 anos, não fumante, refere tosse seca e produtiva, dispneia e “chiado no peito”. Exame físico: Lúcida e orientada, FR= 27 irpm, FC= 90 bpm, leve tiragem intercostal e a ausculta pulmonar com estertores crepitantes inspiratórios difusos. Realiza espirometria que mostra os resultadosTrata-se de distúrbio ventilatório:

Alternativas

  1. A) obstrutivo de grau leve, com variação isolada significativa de fluxo após uso de broncodilatador, com normalização funcional
  2. B) restritivo de grau moderado com discreta variação de fluxo após uso de broncodilatador 
  3. C) restritivo leve com fluxos supranormais
  4. D) inespecífico com acentuado aprisionamento de ar e padrão pseudo-restritivo

Pérola Clínica

Espirometria com padrão obstrutivo reversível ao broncodilatador → Distúrbio ventilatório obstrutivo com normalização funcional.

Resumo-Chave

A espirometria é essencial para classificar distúrbios ventilatórios. Um padrão obstrutivo leve que se normaliza após o uso de broncodilatador indica reversibilidade e é característico de doenças como a asma, onde há limitação do fluxo aéreo que pode ser revertida farmacologicamente.

Contexto Educacional

A espirometria é um exame fundamental na avaliação da função pulmonar, permitindo a identificação e quantificação de distúrbios ventilatórios obstrutivos e restritivos. Um distúrbio ventilatório obstrutivo é caracterizado pela limitação do fluxo aéreo, tipicamente evidenciada por uma redução na relação VEF1/CVF (Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo / Capacidade Vital Forçada). A gravidade da obstrução é determinada pelo valor do VEF1. A reversibilidade ao broncodilatador é um aspecto crucial da espirometria, especialmente no diagnóstico da asma. Um teste positivo para reversibilidade (aumento significativo no VEF1 e/ou CVF após a inalação de um broncodilatador) indica que a obstrução das vias aéreas é, pelo menos em parte, reversível, o que é um achado característico da asma brônquica. A normalização funcional após o broncodilatador sugere um bom prognóstico e resposta ao tratamento. A interpretação correta da espirometria, aliada à história clínica e exame físico, é essencial para o diagnóstico diferencial de doenças pulmonares obstrutivas, como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Para residentes, dominar a espirometria é vital para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência, pois permite guiar o tratamento e monitorar a progressão da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios espirométricos para um distúrbio ventilatório obstrutivo?

Um distúrbio obstrutivo é caracterizado por uma relação VEF1/CVF (ou VEF1/CVF forçada) abaixo do limite inferior da normalidade, indicando limitação do fluxo aéreo.

O que significa a reversibilidade ao broncodilatador na espirometria?

A reversibilidade é definida por um aumento significativo no VEF1 (≥12% e ≥200 mL) e/ou na CVF após a administração de um broncodilatador, sugerindo que a obstrução é reversível, como na asma.

Como a espirometria ajuda a diferenciar asma de DPOC?

A asma tipicamente apresenta reversibilidade significativa ao broncodilatador, enquanto na DPOC a obstrução é geralmente fixa ou parcialmente reversível, e a história clínica e fatores de risco também são distintos.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo