Anorgasmia Feminina: Critérios Diagnósticos do DSM-5-TR

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 52 anos relata que se sente desmotivada para o sexo e angustiada. Está usando a terapia hormonal para a menopausa com estrogênio, progesterona e testosterona há 2 anos e se sente bem, mas a parte sexual não está boa. Sobre os encontros sexuais, ela conta que a frequência sexual diminuiu para 1 x a cada 15 dias. O parceiro fica ansioso porque está apresentando disfunção erétil e deixou as preliminares de lado. Apesar disso, ela sente o desejo sexual chegar, mas não tem nenhuma sensação na penetração vaginal. Sente prazer e orgasmo apenas quando se masturba. Ela foi a uma ginecologista, que diagnosticou anorgasmia. Assinale a alternativa CORRETA com relação aos critérios diagnósticos para distúrbio do orgasmo feminino, com base no Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5-TR, 2022):

Alternativas

  1. A) O diagnóstico de anorgasmia está correto pois há sofrimento clinicamente significativo.
  2. B) O critério A está presente pela ausência de orgasmo em 100% dos encontros sexuais.
  3. C) A presença de orgasmo durante a masturbação exclui o diagnóstico de anorgasmia.
  4. D) O critério de tempo de queixa obedece aos critérios do DSM-5-TR que excede 6 meses.
  5. E) A queixa de anorgasmia não é explicada por doenças ou uso de medicamentos.

Pérola Clínica

Anorgasmia DSM-5-TR: ausência/redução orgasmo em quase todas as atividades sexuais, exceto masturbação, com sofrimento.

Resumo-Chave

O diagnóstico de distúrbio do orgasmo feminino (anorgasmia) pelo DSM-5-TR exige que a dificuldade ou ausência de orgasmo ocorra em quase todas as atividades sexuais, não apenas em uma modalidade específica. A capacidade de atingir o orgasmo por masturbação, mas não na penetração, é uma apresentação comum e não exclui o diagnóstico se houver sofrimento significativo.

Contexto Educacional

O distúrbio do orgasmo feminino, frequentemente referido como anorgasmia, é uma condição complexa que afeta a saúde sexual e o bem-estar de muitas mulheres. O Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-5-TR) fornece critérios claros para o diagnóstico, enfatizando a persistência e a recorrência da dificuldade, atraso ou ausência de orgasmo, ou orgasmos de intensidade reduzida, em quase todas ou todas as ocasiões de atividade sexual. É crucial notar que a capacidade de atingir o orgasmo por masturbação não exclui o diagnóstico, pois o transtorno pode ser situacional, manifestando-se apenas em determinados contextos, como na penetração vaginal. O critério de tempo exige que os sintomas persistam por pelo menos 6 meses, e, fundamentalmente, devem causar sofrimento clinicamente significativo à mulher. Este último ponto é vital, pois a variação na experiência orgásmica é ampla e nem toda dificuldade constitui um transtorno. O manejo envolve uma abordagem multifacetada, incluindo terapia sexual, aconselhamento, e, em alguns casos, avaliação de fatores hormonais ou medicamentosos. É importante considerar o contexto relacional e psicológico da paciente, bem como a comunicação com o parceiro, para um tratamento eficaz e abrangente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos para o distúrbio do orgasmo feminino segundo o DSM-5-TR?

Os critérios incluem dificuldade acentuada, atraso ou ausência de orgasmo, ou orgasmos de intensidade reduzida, em quase todas ou todas as ocasiões de atividade sexual. Esses sintomas devem persistir por pelo menos 6 meses e causar sofrimento clinicamente significativo à mulher.

A capacidade de atingir o orgasmo por masturbação exclui o diagnóstico de anorgasmia?

Não, a capacidade de atingir o orgasmo por masturbação não exclui o diagnóstico. O DSM-5-TR exige que a dificuldade ou ausência de orgasmo ocorra em quase todas as atividades sexuais, e muitas mulheres com anorgasmia situacional podem ter orgasmo por masturbação.

Qual a importância do sofrimento clinicamente significativo no diagnóstico de disfunções sexuais?

O sofrimento clinicamente significativo é um critério essencial para o diagnóstico de qualquer disfunção sexual no DSM-5-TR. A presença dos sintomas por si só não é suficiente; eles devem causar angústia ou impacto negativo na qualidade de vida da pessoa para justificar um diagnóstico e intervenção.

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