Distrofia de Schnyder: Composição e Fisiopatologia

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2017

Enunciado

Na distrofia de Schnyder, os depósitos da córnea são constituídos de:

Alternativas

  1. A) Aminoácidos.
  2. B) Cálcio.
  3. C) Colesterol.
  4. D) Glicosaminoglicanos.

Pérola Clínica

Distrofia de Schnyder = Depósitos de colesterol e fosfolípides na córnea (mutação gene UBIAD1).

Resumo-Chave

A distrofia de Schnyder é uma condição autossômica dominante rara onde ocorre o acúmulo progressivo de colesterol e gorduras neutras no estroma corneano.

Contexto Educacional

A Distrofia de Schnyder é classificada como uma distrofia estromal. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de opacificação corneana central e periférica. O manejo clínico foca na monitorização da acuidade visual, sendo que casos avançados com perda visual significativa podem exigir ceratoplastia penetrante ou lamelar profunda, embora a recorrência dos depósitos no enxerto possa ocorrer a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Qual a base genética da Distrofia de Schnyder?

A condição é causada por mutações no gene UBIAD1, que codifica uma proteína envolvida na síntese de vitamina K2 e no metabolismo do colesterol, levando ao acúmulo lipídico na córnea.

Quais os principais achados no exame de fenda?

Os pacientes apresentam opacidade central em forma de disco, cristais subepiteliais (em 50% dos casos) e um arco lipoide periférico proeminente e precoce.

Existe associação com níveis de colesterol sistêmico?

Embora o acúmulo na córnea seja local, muitos pacientes apresentam hipercolesterolemia sistêmica, embora os níveis séricos não correlacionem diretamente com a gravidade da opacidade ocular.

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