OCT nas Distrofias de Retina: Achados e Diagnóstico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2023

Enunciado

A hipótese mais provável, dentre as abaixo, para a alteração observada na tomografia de coerência óptica é:

Alternativas

  1. A) Telangiectasia macular.
  2. B) Edema macular diabético.
  3. C) Maculopatia solar.
  4. D) Distrofia de retina.

Pérola Clínica

Alterações estruturais crônicas, simétricas e sem fluido ativo no OCT → Sugerem Distrofia de Retina.

Resumo-Chave

As distrofias de retina apresentam padrões de degeneração das camadas externas (fotorreceptores e EPR) no OCT, diferenciando-se de causas exsudativas ou vasculares.

Contexto Educacional

As distrofias de retina englobam um grupo heterogêneo de doenças genéticas que levam à perda progressiva da função visual. O OCT revolucionou o diagnóstico ao permitir a visualização 'in vivo' das camadas retinianas. Em patologias como a Doença de Stargardt ou a Distrofia de Cones, observa-se uma desorganização precoce das camadas externas na região foveal. O diagnóstico diferencial com maculopatia solar ou telangiectasia macular tipo 2 é crucial, baseando-se na localização exata do dano estrutural e na história clínica do paciente. A ausência de exsudação lipídica ou hemorragias ajuda a excluir causas vasculares.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de distrofia retiniana no OCT?

Os sinais incluem o afinamento das camadas nucleares externas, perda da zona elipsoide (fotorreceptores), atrofia do epitélio pigmentado da retina (EPR) e, em alguns casos, depósitos sub-retinianos ou alterações císticas sem vazamento (foveosquise). A simetria bilateral e a progressão lenta são marcos clínicos importantes.

Como diferenciar edema macular de distrofia no OCT?

O edema macular apresenta espaços hiporreflexivos (cistos) associados a espessamento retiniano e, frequentemente, fluido sub-retiniano decorrente de quebra da barreira hematorretiniana. Nas distrofias, pode haver espaços 'pseudo-císticos' (esquise), mas geralmente há afinamento global da retina e ausência de sinais inflamatórios ou vasculares ativos.

Qual a importância do OCT no acompanhamento de distrofias?

O OCT permite a monitorização quantitativa da espessura macular e da integridade da zona elipsoide, servindo como biomarcador de progressão da doença. É essencial para diferenciar a perda visual por progressão natural da distrofia de complicações secundárias, como a formação de membranas neovasculares sub-retinianas.

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