CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
A distrofia de córnea com herança autossômica dominante, que acomete principalmente mulheres, após os 30 anos de idade, induzindo erosões epiteliais recorrentes, e considerada a mais frequente das distrofias anteriores é:
Cogan = Distrofia anterior mais comum + erosões recorrentes + mulheres >30 anos.
A distrofia de Cogan (map-dot-fingerprint) é a distrofia anterior mais frequente, caracterizada por membranas basais anormais que resultam em erosões epiteliais dolorosas e recorrentes.
A distrofia microcística de Cogan é um tema recorrente em provas de oftalmologia devido à sua prevalência. A fisiopatologia envolve a síntese excessiva de membrana basal que se projeta para o epitélio, impedindo a formação normal de hemidesmossomos. Isso cria as figuras clássicas à lâmpada de fenda e predispõe ao descolamento do epitélio. É fundamental diferenciar das distrofias estromais (como Groenow) e de outras anteriores menos comuns (como Reis-Bucklers), focando na idade de início e na presença de erosões.
A distrofia de Cogan, também conhecida como distrofia em 'map-dot-fingerprint', é caracterizada por alterações na membrana basal do epitélio corneano. Clinicamente, manifesta-se por microcistos (dots), opacidades geográficas (maps) e linhas concêntricas (fingerprints). É a distrofia anterior mais comum, afetando predominantemente mulheres acima dos 30 anos e apresentando um padrão de herança autossômica dominante, embora muitos casos sejam esporádicos.
O sintoma cardinal são as erosões epiteliais recorrentes. Devido à adesão precária do epitélio à membrana basal alterada, o paciente apresenta episódios súbitos de dor ocular intensa, fotofobia e lacrimejamento, frequentemente ao acordar. Entre as crises, a acuidade visual pode ser normal ou levemente reduzida devido à irregularidade da superfície corneana.
O manejo inicial foca na lubrificação ocular intensa com colírios e pomadas sem conservantes. Em casos de erosões recorrentes persistentes, podem ser utilizadas lentes de contato terapêuticas, desbridamento epitelial, punção estromal anterior ou ceratectomia fototerapêutica (PTK) com Excimer laser para promover uma adesão epitelial mais firme.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo