CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
A erosão recorrente do epitélio da córnea secundária à distrofia microcística tem como características:
Distrofia de Cogan = ↓ hemidesmossomos + membrana basal redundante → erosões recorrentes.
A erosão recorrente na distrofia de Cogan ocorre devido a uma membrana basal epitelial anormal e redundante que impede a formação de hemidesmossomos funcionais.
A distrofia microcística de Cogan, também conhecida como distrofia de Map-Dot-Fingerprint, é a distrofia anterior da córnea mais comum. Sua importância clínica reside na associação com a síndrome de erosão recorrente da córnea. Fisiopatologicamente, a produção excessiva de material de membrana basal e a ausência de hemidesmossomos criam um plano de clivagem fraco. Durante o sono, a aderência da pálpebra ao epitélio corneano pode ser mais forte do que a adesão do epitélio à sua base, levando ao arrancamento epitelial ao abrir os olhos. O entendimento ultraestrutural dessa patologia é frequentemente cobrado em exames de especialização.
A causa primária é um defeito na síntese da membrana basal epitelial, que se torna redundante e se projeta para o epitélio (formando os padrões de 'mapa', 'ponto' ou 'impressão digital'). Essa membrana basal anormal impede a formação adequada de hemidesmossomos, que são as estruturas responsáveis por ancorar as células epiteliais basais à membrana de Bowman, resultando em instabilidade epitelial e erosões.
A maioria dos pacientes é assintomática, mas cerca de 10% desenvolvem erosões epiteliais recorrentes, geralmente na segunda ou terceira década de vida. Os sintomas incluem dor ocular súbita (frequentemente ao acordar), fotofobia, lacrimejamento e visão borrada. Ao exame, observam-se microcistos epiteliais e opacidades subepiteliais.
O tratamento inicial envolve lubrificantes oculares, pomadas noturnas e lentes de contato terapêuticas. Em casos recalcitrantes, podem ser indicados procedimentos como a micropuntura do estroma anterior, desbridamento epitelial ou ceratectomia fototerapêutica (PTK) com Excimer laser para promover uma nova adesão epitelial.
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