CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Qual o padrão mais esperado dentre os abaixo, observado durante a topografia de córnea baseada em disco de Plácido, obtida de um paciente sintomático que apresenta distrofia da membrana basal do epitélio da córnea?
EBMD na topografia → Irregularidade e distorção dos anéis de Plácido por instabilidade epitelial.
A EBMD causa alterações na superfície anterior da córnea que distorcem a reflexão dos anéis de Plácido, resultando em mapas topográficos com astigmatismo irregular e áreas de quebra do filme lacrimal.
A Distrofia da Membrana Basal do Epitélio (EBMD), também conhecida como Distrofia de Cogan ou Map-Dot-Fingerprint, é a distrofia corneana anterior mais comum. Sua fisiopatologia envolve uma produção anormal da membrana basal epitelial, que se projeta para dentro do epitélio, impedindo a adesão normal das células. Na topografia baseada em discos de Plácido, a integridade do filme lacrimal e da superfície epitelial é o que garante uma imagem nítida. Na EBMD, a irregularidade é tamanha que os anéis perdem sua circularidade e paralelismo. Esse padrão é crucial para o cirurgião de catarata ou refrativa, pois a irregularidade epitelial pode levar a cálculos de lente intraocular errados ou resultados insatisfatórios no LASIK/PRK se não for tratada previamente (ex: desbridamento epitelial).
A EBMD (Map-Dot-Fingerprint) cria uma superfície epitelial irregular devido ao espessamento da membrana basal e à presença de microcistos. Como a topografia de Plácido depende da reflexão especular da interface ar-lágrima, essas irregularidades causam distorção, quebra ou ondulação dos anéis projetados, refletindo a perda da lisura corneana.
Os pacientes frequentemente queixam-se de episódios de dor ocular aguda ao acordar (erosão recorrente da córnea) e visão borrada ou flutuante, que ocorre devido ao astigmatismo irregular induzido pelas alterações epiteliais 'em mapa' ou 'impressão digital'.
Embora a topografia ajude a documentar a irregularidade, o diagnóstico é primariamente clínico através da biomicroscopia com fenda fina e luz oblíqua, ou uso de fluoresceína. A tomografia de coerência óptica (OCT) de segmento anterior também é excelente para visualizar as alterações na membrana basal.
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