CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2023
Sobre os diagnósticos diferenciais de neovascularização de coroide na região macular, é correto afirmar:
CNV em <40 anos + Eletro-oculograma (EOG) alterado → Sugere Distrofia de Best.
A Distrofia de Best apresenta disfunção difusa do epitélio pigmentado da retina (EPR), resultando em EOG patológico (Índice de Arden < 1.5) mesmo com visão normal.
A Distrofia Macular Viteliforme de Best é uma condição autossômica dominante causada por mutações no gene BEST1. O diagnóstico é frequentemente desafiador pois a acuidade visual pode permanecer boa por décadas, apesar das alterações maculares visíveis. O uso do EOG é o divisor de águas no diagnóstico diferencial com outras lesões viteliformes. A ocorrência de neovascularização de coroide (CNV) em pacientes jovens deve sempre levantar a suspeita de causas secundárias, como miopia patológica, estrias angioides, trauma ou distrofias hereditárias. O tratamento da CNV na Distrofia de Best segue os protocolos de anti-VEGF, com boa resposta terapêutica na maioria dos casos relatados.
O Índice de Arden é a razão entre o pico de luz (light peak) e o vale de escuro (dark trough) obtidos durante o eletro-oculograma. Um valor normal é geralmente superior a 1.8 ou 2.0. Na Distrofia de Best, este índice está classicamente reduzido (abaixo de 1.5), refletindo uma disfunção generalizada do epitélio pigmentado da retina (EPR), mesmo quando a aparência clínica da mácula ainda é normal ou o eletrorretinograma (ERG) é normal.
Embora a característica principal seja o acúmulo de lipofuscina (material viteliforme) no espaço sub-retiniano, a degeneração progressiva do complexo fotorreceptor-EPR-membrana de Bruch pode predispor ao desenvolvimento de membranas neovasculares de coroide (CNV). Isso ocorre geralmente em estágios mais avançados da doença e é uma das principais causas de perda visual aguda ou subaguda nesses pacientes.
A CNV Tipo 1 localiza-se abaixo do epitélio pigmentado da retina (sub-EPR), frequentemente associada a descolamentos do epitélio pigmentado (DEP). A CNV Tipo 2 localiza-se acima do EPR, no espaço sub-retiniano, sendo mais comum em pacientes jovens com miopia patológica ou distrofias. A diferenciação é feita principalmente pelo OCT e angiografia.
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