CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2014
Paciente do sexo masculino, 30 anos de idade, apresenta o quadro clínico abaixo, semelhante em ambos os olhos. Sua acuidade visual é 1,0 em ambos os olhos, mas há crises esporádicas de erosão epitelial. É correto afirmar:
Distrofia em Treliça = Depósitos amiloides + erosões recorrentes + herança autossômica dominante.
A distrofia em treliça (Lattice) é caracterizada pelo depósito de substância amiloide no estroma corneano, manifestando-se clinicamente com linhas ramificadas e crises de erosão epitelial recorrente.
As distrofias corneanas são condições bilaterais, simétricas e progressivas, geralmente sem inflamação sistêmica associada. A distrofia em treliça é a mais comum das distrofias amiloides da córnea. O quadro clínico inicia-se na primeira ou segunda década de vida. O tratamento foca no manejo das erosões recorrentes e, em casos de baixa visual severa, ceratoplastia (transplante de córnea).
O material depositado é a substância amiloide. Histologicamente, esses depósitos apresentam birrefringência verde-maçã quando corados com Vermelho Congo e observados sob luz polarizada.
Os depósitos amiloides e as alterações na membrana basal epitelial e na camada de Bowman comprometem a adesão do epitélio ao estroma subjacente, levando a episódios frequentes de desprendimento epitelial, que causam dor intensa e fotofobia.
A maioria das distrofias estromais, incluindo a de treliça tipo I (associada ao gene TGFBI), possui herança autossômica dominante. Isso significa que apenas um dos pais precisa ser portador do gene alterado para transmitir a condição aos filhos.
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