CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2019
Quais dos corantes abaixo serão utilizados no exame histopatológico, para corar uma córnea proveniente de um paciente com distrofia de Avellino?
Distrofia de Avellino = Tricrômico de Masson (hialino) + Vermelho do Congo (amiloide).
A Distrofia de Avellino (Granular Tipo II) é uma distrofia combinada que apresenta depósitos de material hialino e amiloide no estroma corneano.
As distrofias estromais da córnea são classificadas de acordo com o material depositado. A regra mnemônica clássica ajuda na memorização: 'Marilyn Monroe Always Gets Her Men in L.A. City' (Macular-Alcian Blue; Granular-Masson Hyaline; Lattice-Congo Amyloid). A Distrofia de Avellino é única por ser uma forma 'híbrida'. O conhecimento dos corantes específicos é frequente em provas de título e residência. O tratamento varia desde observação em casos leves até ceratectomia fototerapêutica (PTK) ou transplante de córnea em casos de baixa visual severa.
A Distrofia de Avellino, também conhecida como Distrofia Granular Tipo II, é uma doença genética autossômica dominante causada por mutações no gene TGFBI. Ela é caracterizada pela presença simultânea de depósitos granulares (hialinos) e depósitos em treliça (amiloides) no estroma anterior da córnea. Clinicamente, manifesta-se com opacidades esbranquiçadas e linhas finas que progridem com a idade.
Para o diagnóstico histopatológico da Distrofia de Avellino, são necessários dois corantes principais: o Tricrômico de Masson, que cora os depósitos de material hialino em vermelho brilhante, e o Vermelho do Congo, que identifica os depósitos de material amiloide (apresentando birrefringência verde-maçã sob luz polarizada). Essa combinação confirma a natureza mista da distrofia.
Diferente da Distrofia Granular Tipo I, que apresenta apenas depósitos hialinos (Masson positivo), a Avellino (Tipo II) possui também o componente amiloide. Já a Distrofia de Lattice (Treliça) apresenta predominantemente amiloide (Vermelho do Congo positivo). A análise genética e a histopatologia com ambos os corantes são definitivas para a diferenciação.
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