SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Na distopia genital, pode-se dizer que a manutenção da estática dos órgãos pélvicos é feita por dois aparelhos anatômicos: o aparelho de suspensão e o de sustentação. Faz parte do aparelho de sustentação, EXCETO:
Ligamento redondo → aparelho de suspensão; Músculos do períneo e fáscia → sustentação.
A estática pélvica é mantida por dois sistemas: suspensão (ligamentos) e sustentação (músculos e fáscias). O ligamento redondo é um componente do aparelho de suspensão, enquanto os músculos do diafragma pélvico e urogenital, junto com a fáscia endopélvica, formam o aparelho de sustentação.
A distopia genital, ou prolapso de órgãos pélvicos, é uma condição comum que afeta a qualidade de vida de muitas mulheres. A compreensão da anatomia funcional do assoalho pélvico é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados. A estática dos órgãos pélvicos é mantida por uma complexa interação entre o aparelho de suspensão e o aparelho de sustentação. O aparelho de suspensão é formado principalmente pelos ligamentos (cardinais, uterossacros, redondos), que fixam o útero e a vagina às paredes pélvicas, mantendo-os em sua posição superior. Já o aparelho de sustentação, que atua como uma "plataforma", é composto pelos músculos do diafragma pélvico (principalmente o elevador do ânus) e do diafragma urogenital, além da fáscia endopélvica, que fornecem suporte inferior aos órgãos. A falha em um ou ambos os aparelhos pode levar ao prolapso. O ligamento redondo, embora seja um ligamento uterino, faz parte do aparelho de suspensão e não de sustentação. Dominar essa distinção é vital para o entendimento da fisiopatologia das distopias e para a escolha da abordagem terapêutica mais eficaz, sendo um tema recorrente em provas de residência.
O aparelho de sustentação pélvica é composto principalmente pelo diafragma pélvico (músculo elevador do ânus e isquiococcígeo), diafragma urogenital e a fáscia endopélvica.
O aparelho de suspensão pélvica é responsável por manter os órgãos pélvicos em sua posição superior, sendo composto por ligamentos como os ligamentos cardinais, uterossacros e o ligamento redondo.
A diferenciação é crucial para entender a fisiopatologia do prolapso e planejar a correção cirúrgica, pois diferentes tipos de prolapso envolvem falhas em um ou ambos os aparelhos.
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