HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Mulher de 79 anos de idade, 4G, 4P, partos normais e domiciliares, hipertensa controlada, procura atendimento ginecológico de rotina. Nega perda de urina, nega urgência miccional e refere que levanta uma vez à noite para urinar. É viúva há 10 anos e não está sexualmente ativa desde então. Ao exame, mamas sem alterações, distopia genital descrita na classificação POP-q mostrada a seguir. Sem perda de urina ao esforço, porém a bexiga estava vazia. Vagina atrófica, colo apagado, útero normal e ovários não palpáveis. A conduta em relação à distopia genital deve ser:
Distopia genital assintomática, sem queixas urinárias ou sexuais → Conduta expectante.
Em pacientes idosas com distopia genital, especialmente quando assintomáticas e sem queixas urinárias, intestinais ou sexuais, a conduta expectante é a mais apropriada. Intervenções cirúrgicas ou uso de pessário são reservados para casos sintomáticos ou que afetam a qualidade de vida.
A distopia genital, ou prolapso de órgãos pélvicos, é uma condição comum em mulheres, especialmente após a menopausa e múltiplos partos vaginais. Caracteriza-se pela descida de órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) através do assoalho pélvico. A classificação POP-Q é uma ferramenta padronizada para descrever e quantificar o prolapso, essencial para o planejamento terapêutico. A fisiopatologia do prolapso envolve o enfraquecimento dos músculos, fáscias e ligamentos do assoalho pélvico, que sustentam os órgãos pélvicos. Fatores de risco incluem paridade, idade avançada, obesidade, tosse crônica e constipação. O diagnóstico é feito por exame físico ginecológico, com a paciente em diferentes posições e manobras de esforço. A conduta para distopia genital depende da presença e gravidade dos sintomas, do grau do prolapso e das preferências da paciente. Em pacientes assintomáticas, como no caso da questão, a conduta expectante é a mais indicada, com acompanhamento regular. Para pacientes sintomáticas, as opções variam de medidas conservadoras (fisioterapia, pessários) a intervenções cirúrgicas, que devem ser individualizadas.
Distopia genital, ou prolapso de órgãos pélvicos, é a descida de um ou mais órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) para dentro ou além da vagina. É classificada pelo sistema POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification), que padroniza a avaliação anatômica.
A conduta expectante é apropriada para pacientes com distopia genital que são assintomáticas, ou seja, não apresentam queixas de peso vaginal, dor, disfunção urinária, intestinal ou sexual relacionadas ao prolapso.
Para distopia genital sintomática, as opções incluem tratamento conservador (fisioterapia pélvica, pessário vaginal) e tratamento cirúrgico (correção da cistocele, retocele, histerectomia ou colpocleise, dependendo do tipo e grau do prolapso e das características da paciente).
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