Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2024
Assinale a alternativa incorreta sobre as red flags para distonia de origem genética, na avaliação clínica da distonia:
História peri/pré-natal → distonia adquirida, NÃO é red flag para distonia genética.
A presença de história peri ou pré-natal (como complicações ao nascimento ou infecções congênitas) é uma 'red flag' para distonias adquiridas ou secundárias, que resultam de lesão cerebral. Em contraste, as distonias genéticas frequentemente se manifestam sem tal histórico, sendo as red flags para estas a história familiar, consanguinidade e padrões de progressão específicos.
A distonia é um distúrbio do movimento caracterizado por contrações musculares involuntárias, sustentadas ou intermitentes, que causam movimentos repetitivos e posturas anormais. A etiologia da distonia é complexa e pode ser primária (genética ou idiopática) ou secundária (adquirida). A identificação de 'red flags' clínicas é crucial para direcionar a investigação diagnóstica, especialmente para diferenciar as formas genéticas das adquiridas. As 'red flags' para distonia de origem genética incluem uma história familiar positiva para distonia ou outros distúrbios do movimento, consanguinidade entre os pais, progressão da doença ao longo do tempo, presença de comorbidades neurológicas ou sistêmicas, e padrões de sintomas atípicos, como flutuações diurnas ou manifestações paroxísticas. Estes sinais sugerem uma base hereditária e indicam a necessidade de investigação genética. Por outro lado, a presença de uma história peri ou pré-natal complicada, como asfixia ao nascimento, prematuridade extrema, infecções congênitas ou lesões cerebrais, é uma 'red flag' para distonias adquiridas ou secundárias. Nestes casos, a distonia é uma sequela de uma lesão cerebral ocorrida no período perinatal. É fundamental distinguir essas etiologias, pois o manejo e o prognóstico podem variar significativamente, e a investigação genética seria menos prioritária na presença de uma causa adquirida clara.
As principais características incluem história familiar positiva, consanguinidade, início em idade precoce, progressão da doença, presença de comorbidades neurológicas e padrões de sintomas atípicos ou paroxísticos.
Uma história de complicações peri ou pré-natais, como hipóxia, infecções ou trauma ao nascimento, é um forte indicador de distonia adquirida ou secundária, resultante de lesão cerebral, e não de uma causa puramente genética.
Além da avaliação clínica detalhada, exames genéticos específicos (painéis de distonia, exoma) são cruciais para identificar mutações genéticas. Neuroimagem (RM de crânio) é importante para excluir causas estruturais.
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