Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
É CORRETO afirmar que a distocia do trajeto se deve:
Distocia do trajeto = Anormalidades ósseas ou de partes moles que impedem a progressão do parto.
A distocia do trajeto refere-se a qualquer anormalidade anatômica no canal de parto, seja óssea (pelve) ou de partes moles (colo uterino, vagina, períneo), que impede ou dificulta a descida e a passagem do feto, resultando em um trabalho de parto prolongado ou obstruído.
A distocia do trajeto é uma das três principais categorias de distocia no trabalho de parto, juntamente com a distocia funcional (das contrações) e a distocia fetal. Ela se refere a qualquer impedimento mecânico à passagem do feto através do canal de parto, seja por alterações na pelve óssea ou nas partes moles do trajeto. É uma condição importante na obstetrícia, pois pode levar a um trabalho de parto prolongado, exaustão materna e sofrimento fetal, aumentando a morbimortalidade. A fisiopatologia da distocia do trajeto reside na inadequação entre o tamanho do feto e as dimensões do canal de parto ou na presença de obstáculos. As anormalidades ósseas incluem pelves com diâmetros reduzidos (pelve estreita), pelves com formato desfavorável (platipeloide, androide) ou deformidades congênitas/adquiridas. As anormalidades de partes moles podem ser tumores pélvicos, miomas uterinos de grande volume, cistos ovarianos, cicatrizes vaginais ou cervicais de cirurgias anteriores, ou edema cervical. O diagnóstico é clínico, baseado na falha de progressão do trabalho de parto e no exame pélvico. O tratamento da distocia do trajeto é primariamente a resolução do obstáculo. Se o impedimento for significativo e a via vaginal for considerada inviável ou perigosa, a cesariana é a conduta de escolha. A prevenção envolve a identificação de fatores de risco pré-natais, como história de fraturas pélvicas ou cirurgias ginecológicas prévias. O prognóstico materno e fetal melhora com o reconhecimento precoce e a intervenção adequada, evitando complicações como rotura uterina, fístulas ou lesões fetais.
As principais causas incluem anormalidades ósseas da pelve (pelve estreita, deformidades) e anormalidades de partes moles, como tumores pélvicos, cicatrizes vaginais extensas, miomas cervicais ou vaginais, e edema de colo.
O diagnóstico é feito pela avaliação clínica, incluindo toque vaginal para identificar anormalidades pélvicas ou de partes moles, e pela observação da falha na progressão do trabalho de parto, apesar de contrações uterinas adequadas e boa vitalidade fetal.
A conduta depende da causa e da gravidade. Em muitos casos de distocia do trajeto significativa, a via de parto vaginal torna-se inviável, sendo a cesariana a opção mais segura para a mãe e o feto.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo