HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022
Considere que uma paciente de 28 anos de idade, G1 PV0 A0, com 40 semanas e seis dias de gestação, chega à maternidade relatando contrações uterinas dolorosas. Nega perda de líquido ou sangramento genital. Ao ser examinada, sua PA é de 120 x 80 mmHg e a FC é de 86 bpm. As contrações uterinas estão ocorrendo a cada cinco minutos e o BCF é 140 bpm. Ao toque vaginal, o colo está com 3 cm de dilatação e 50% apagado, a bolsa está íntegra e o polo cefálico está alto. Não desejou analgesia durante o acompanhamento do trabalho de parto. Analise o padrão de dilatação do colo uterino e da descida do polo cefálico a seguir e assinale a alternativa correta.
Parada secundária da descida = ausência de progressão da descida fetal por ≥1h na fase ativa com dilatação completa.
A parada secundária da descida é diagnosticada quando, após o colo estar totalmente dilatado, não há progressão da descida da apresentação fetal por um período definido (geralmente 1 hora ou mais, dependendo da paridade e analgesia), indicando uma distócia de fase expulsiva.
O trabalho de parto é um processo dinâmico que pode ser influenciado por diversos fatores, levando a distócias que comprometem sua progressão. O partograma é uma ferramenta essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade. As distócias podem ocorrer em diferentes fases, sendo as mais comuns as de dilatação e as de descida. A parada secundária da descida é uma distócia que ocorre na fase expulsiva do trabalho de parto, ou seja, após o colo uterino estar completamente dilatado. É caracterizada pela ausência de progressão da descida da apresentação fetal por um período de tempo determinado (geralmente 1 hora ou mais, dependendo da paridade e do uso de analgesia). As causas são multifatoriais e podem incluir desproporção céfalo-pélvica, má-posição fetal, ou contrações uterinas inadequadas. O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são cruciais para evitar complicações maternas e fetais. A conduta pode variar desde a otimização da contratilidade uterina com ocitocina até a assistência ao parto com fórceps, vácuo-extrator ou, em casos mais complexos, a cesariana. A avaliação cuidadosa da paciente e do feto é fundamental para a escolha da melhor abordagem.
A parada secundária da descida é diagnosticada quando, com o colo totalmente dilatado, não há progressão da descida da apresentação fetal por pelo menos 1 hora em multíparas ou 2 horas em primíparas (ou mais, se com analgesia peridural), na fase expulsiva.
As causas podem incluir desproporção céfalo-pélvica, má-posição fetal (occipito-posterior persistente, transversa), contratilidade uterina ineficaz ou exaustão materna, que impedem a progressão da descida fetal.
A conduta inicial envolve reavaliação da bacia e da posição fetal, otimização das contrações uterinas (se ineficazes, com ocitocina) e, se necessário, assistência ao parto por fórceps, vácuo-extrator ou cesariana, dependendo da causa e condições materno-fetais.
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