Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Uma primigesta de 39 semanas foi internada em trabalho de parto após ruptura das membranas ovulares e evoluiu normalmente até a dilatação total. Nesse momento, o vértice da apresentação estava em +2 DeLee e o ponto de reparo fetal, que é o lambda, estava voltado para a iminência ileopectínea esquerda. A situação se manteve da mesma forma por mais de cinquenta minutos, quando se iniciou uma bradicardia fetal persistente. Nesse caso hipotético, a melhor conduta seria
Distocia de rotação (OEA) + Bradicardia fetal + Vértice em +2 DeLee → Fórcipe de Simpson com rotação anti-horária de 45°.
Diante de uma distocia de rotação em OEA com bradicardia fetal persistente e apresentação em +2 DeLee, o fórcipe de Simpson é a escolha adequada para extração, requerendo uma rotação anti-horária de 45 graus para alinhar o occipital com o púbis, visando a resolução rápida do sofrimento fetal.
A distocia de rotação é uma das principais causas de prolongamento do segundo estágio do trabalho de parto e pode levar a sofrimento fetal. O diagnóstico preciso da variedade de posição fetal é crucial para o manejo adequado. No caso descrito, a apresentação é cefálica, com o lambda (occipital) voltado para a eminência ileopectínea esquerda, caracterizando uma variedade de posição Occipito Anterior Esquerda (OEA). Embora seja uma posição anterior, a rotação de 45 graus para a posição Occipito Anterior (OA) é necessária para o desprendimento. Diante de uma bradicardia fetal persistente, que indica sofrimento fetal agudo, a resolução rápida do parto é imperativa. Com o vértice da apresentação em +2 DeLee, a cabeça fetal está bem engajada e descida na bacia, tornando o parto vaginal operatório uma opção. O fórcipe de Simpson é um fórcipe de saída ou de rotação para rotações de até 45 graus, sendo a escolha adequada para corrigir a rotação de OEA para OA. A rotação necessária seria anti-horária de 45 graus para alinhar o occipital com o púbis. O fórcipe de Kielland, por outro lado, é um fórcipe de rotação pura, sem curvatura pélvica, utilizado para rotações maiores (90-180 graus) e em planos mais altos, o que não se aplica a este caso. A cesariana imediata seria uma opção se o fórcipe fosse contraindicado ou se a tentativa de fórcipe falhasse. Orientar puxos dirigidos não resolveria a bradicardia fetal persistente nem a distocia de rotação de forma rápida o suficiente. Portanto, a aplicação do fórcipe de Simpson com a rotação correta é a conduta mais apropriada e eficaz para resolver a situação e garantir o bem-estar fetal.
As indicações incluem sofrimento fetal agudo (como bradicardia persistente), exaustão materna, distocia de rotação ou de progressão, e condições maternas que contraindiquem o esforço de puxo (ex: cardiopatia grave). É essencial que o colo esteja totalmente dilatado, a bolsa rota, a apresentação engajada e a variedade de posição conhecida.
O fórcipe de Simpson é um fórcipe de saída ou de rotação para rotações de até 45 graus, com curvatura pélvica e cefálica, ideal para apresentações já bem descidas. O fórcipe de Kielland é um fórcipe de rotação pura, sem curvatura pélvica, usado para rotações maiores (90-180 graus) em planos mais altos, exigindo maior experiência do operador.
O plano de DeLee mede a altura da apresentação fetal em relação às espinhas isquiáticas. +2 DeLee significa que a parte mais baixa da apresentação fetal está 2 cm abaixo das espinhas isquiáticas, indicando um bom engajamento e descida fetal, tornando o parto vaginal operatório uma opção viável.
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