HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Secundípara, no segundo período do parto, feto cefálico, com variedade de posição Occipito-Esquerda-Transversa (OET), plano +2 de De Lee, atividade uterina de 4/1 O', sem evolução há duas horas, sangue do escalpe com pH de 7.16. Qual a conduta CORRETA?
Distocia de rotação (OET) + sofrimento fetal (pH 7.16) + plano +2 de De Lee = Fórcipe de Kielland.
A distocia de rotação (OET) com parada de progressão no segundo período do parto e sinais de sofrimento fetal (pH de escalpe 7.16) indica a necessidade de parto operatório imediato. O fórcipe de Kielland é o instrumento de escolha para rotação e extração em planos mais altos (+2 de De Lee).
O segundo período do parto é um momento crítico, e a ocorrência de distocias pode exigir intervenção. A distocia de rotação, como a posição Occipito-Esquerda-Transversa (OET), é uma causa comum de parada de progressão. Quando associada a sinais de sofrimento fetal, como um pH de escalpe baixo, a conduta deve ser rápida e eficaz para garantir a segurança materno-fetal. O fórcipe de Kielland é um instrumento obstétrico projetado especificamente para corrigir distocias de rotação em planos mais altos da pelve, como o plano +2 de De Lee. Sua característica principal é a ausência de curvatura pélvica, o que facilita a rotação da cabeça fetal sem causar trauma excessivo. A presença de sofrimento fetal agudo, evidenciado pelo pH de escalpe de 7.16, torna a intervenção imediata imperativa para evitar danos ao feto. Outras opções, como o vácuo extrator, são menos eficazes para rotação e podem ser mais traumáticas em planos altos. O fórcipe de Simpson-Braun é mais adequado para extração em planos baixos, onde a rotação já ocorreu ou é mínima. A manobra de Kristeller é contraindicada devido ao risco de trauma materno e fetal. Aguardar mais tempo com sofrimento fetal é inaceitável. Portanto, o fórcipe de Kielland é a escolha mais apropriada para esta situação clínica.
O fórcipe de Kielland é indicado para correção de distocias de rotação, como a Occipito-Esquerda-Transversa (OET) ou Occipito-Direita-Transversa (ODT), em planos mais altos (geralmente +2 de De Lee), permitindo a rotação e extração do feto de forma segura.
Um pH de escalpe fetal abaixo de 7.20, especialmente 7.16, é indicativo de acidose fetal significativa, sugerindo sofrimento fetal agudo e a necessidade de intervenção imediata para o parto, a fim de evitar sequelas neurológicas.
O fórcipe de Kielland é reto, sem curvatura pélvica, ideal para rotação em planos mais altos. O fórcipe de Simpson-Braun possui curvatura pélvica e é mais adequado para extração em planos mais baixos, sem necessidade de rotação significativa, ou para extração de feto já rodado.
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