USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Tercigesta (2 partos vaginais, com 34 e 35 semanas), 31 anos, com 38 semanas de gestação, internou em fase ativa do trabalho de parto, sem intercorrências no pré-natal. A parturiente está bem ativa, deambulando e fazendo exercícios na bola Bobath. Quer muito o parto vaginal. A evolução de seu trabalho de parto está demonstrada no partograma abaixo. Os sinais vitais maternos e vitalidade fetal são normais. Escolha a alternativa com a melhor conduta para essa parturiente, segundo as Diretrizes Nacionais e da Organização Mundial da Saúde (2020).
Distocia de progressão no trabalho de parto ativo → Ocitocina EV para estimular contrações uterinas.
Em uma parturiente em fase ativa do trabalho de parto com progressão inadequada (distocia funcional), a ocitocina endovenosa contínua é a conduta recomendada para estimular as contrações uterinas e otimizar a progressão, conforme as diretrizes nacionais e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A cesárea seria uma opção apenas após falha da condução e reavaliação do quadro.
O trabalho de parto ativo é um processo dinâmico que exige monitoramento contínuo para identificar e manejar precocemente as distocias de progressão. A distocia funcional, caracterizada por contrações uterinas ineficazes, é uma das principais causas de prolongamento do trabalho de parto e pode levar a intervenções desnecessárias se não for adequadamente abordada. As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e nacionais enfatizam a importância de uma condução ativa e fisiológica do parto. A ocitocina endovenosa contínua é a principal ferramenta farmacológica para a condução do trabalho de parto em casos de distocia de progressão. Ela age estimulando as contrações uterinas, aumentando sua frequência e intensidade, o que pode restaurar a progressão normal do parto. A sua administração deve ser cuidadosamente monitorada, com ajustes de dose e vigilância constante da vitalidade fetal e do padrão de contrações para evitar hiperestimulação uterina. O manejo do trabalho de parto deve ser individualizado, considerando o desejo da parturiente, a paridade e as condições clínicas maternas e fetais. A intervenção com ocitocina visa otimizar as chances de parto vaginal, reduzindo a necessidade de cesarianas. A avaliação contínua do partograma é fundamental para guiar as decisões e garantir a segurança da mãe e do bebê, evitando tanto a inércia quanto a intervenção excessiva.
A ocitocina é indicada para indução do trabalho de parto em gestações a termo com indicação médica e para a condução do trabalho de parto ativo, quando há distocia de progressão devido a contrações uterinas inadequadas, visando otimizar a força e frequência das contrações.
No partograma, a distocia de progressão é caracterizada por uma dilatação cervical que não avança na velocidade esperada (fase ativa prolongada) ou uma parada na dilatação, ou ainda uma falha na descida da apresentação fetal, apesar de contrações uterinas adequadas ou inadequadas.
As contraindicações incluem desproporção céfalo-pélvica confirmada, apresentação fetal anômala, sofrimento fetal agudo, placenta prévia, vasa prévia, cirurgia uterina prévia com risco de ruptura (ex: cesárea clássica), e hipersensibilidade à ocitocina.
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