Distocia de Ombros: Manobras Essenciais no Parto

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024

Enunciado

Na assistência ao parto, eventos ominosos podem ocorrer, exigindo pronta atuação do obstetra para reduzir os agravos à saúde materna e fetal. A respeito dessas emergências:

Alternativas

  1. A) o fórcipe médio baixo pode ser indicado quando o biparietal atingir o plano -1, se obstetra experiente.
  2. B) o vácuo extrator deve ser aplicado próximo a fontanela anterior em fetos de tamanho adequado.
  3. C) na atonia uterina, a intervenção inicial mais importante é o uso do ácido tranexâmico.
  4. D) em casos com inversão uterina aguda, deve-se realizar a manobra manual de Huntington.
  5. E) na distocia de ombros, deve-se utilizar a manobra de McRoberts, de Rubin, de Jacquemier, posição de Gaskin, entre outras

Pérola Clínica

Distocia de ombros → sequência de manobras: McRoberts, Rubin, Jacquemier, Gaskin.

Resumo-Chave

A distocia de ombros é uma emergência obstétrica que exige atuação rápida e sequencial de manobras específicas para liberar o ombro anterior impactado e evitar lesões maternas e fetais graves, como paralisia de Erb-Duchenne ou asfixia.

Contexto Educacional

A distocia de ombros é uma emergência obstétrica definida pela falha na liberação do ombro fetal após o nascimento da cabeça, exigindo intervenção rápida para evitar morbidade e mortalidade materna e fetal. Sua incidência varia de 0,2% a 3% dos partos vaginais, sendo mais comum em fetos macrossômicos, mães diabéticas e obesidade materna. A pronta identificação e manejo são cruciais para o prognóstico. A fisiopatologia envolve a impactação do ombro anterior fetal sob a sínfise púbica ou do ombro posterior no promontório sacral. O diagnóstico é clínico, pelo "sinal da tartaruga". A suspeita deve ser alta em gestantes com fatores de risco. O manejo inclui uma sequência de manobras que visam aumentar o diâmetro pélvico ou rotacionar o feto para liberar o ombro impactado. O tratamento consiste na aplicação sequencial de manobras como McRoberts (hiperflexão das coxas maternas), pressão suprapúbica, manobras de rotação interna (Rubin II, Woods), manobra de Jacquemier (remoção do braço posterior) e posição de Gaskin (quatro apoios). O prognóstico depende da rapidez e eficácia da intervenção, com o objetivo de prevenir lesões do plexo braquial e asfixia fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais de distocia de ombros no parto?

A distocia de ombros é suspeitada quando a cabeça fetal nasce, mas o ombro anterior não consegue passar sob a sínfise púbica materna, mesmo com tração suave, caracterizando o sinal da tartaruga.

Qual a sequência de manobras para resolver a distocia de ombros?

A sequência geralmente inicia com a manobra de McRoberts, seguida por pressão suprapúbica, manobras internas como Rubin II e Woods, e, se necessário, Jacquemier ou Gaskin.

Quais são as principais complicações da distocia de ombros para o feto?

As principais complicações fetais incluem paralisia do plexo braquial (Erb-Duchenne), fratura de clavícula ou úmero, asfixia e, em casos graves, morte fetal.

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