Distocia de Ombros: Fatores de Risco e Complicações

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020

Enunciado

A distocia de ombros ocorre quando há necessidade de manobras adicionais para liberar os ombros do feto. Sobre a distocia de ombros, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) a fratura de clavícula é a complicação mais frequente da distocia de ombros
  2. B) a maioria dos recém-nascidos com mais de 4.500 gramas não desenvolve a distocia de ombros
  3. C) aproximadamente 20% dos recém-nascidos com distocia de ombros pesam abaixo de 4.000 gramas
  4. D) a ultrassonografia de terceiro trimestre tem sensibilidade de aproximadamente 90% no diagnóstico de macrossomia fetal

Pérola Clínica

Distocia de ombros: macrossomia é FR, mas a maioria dos RN >4500g NÃO a desenvolve. Fratura de clavícula é complicação comum, mas não a mais frequente.

Resumo-Chave

A distocia de ombros é uma emergência obstétrica, sendo a macrossomia um fator de risco importante. No entanto, a maioria dos recém-nascidos macrossômicos não desenvolve distocia. A fratura de clavícula é uma complicação comum, mas a lesão do plexo braquial (paralisia de Erb) é mais grave e frequente.

Contexto Educacional

A distocia de ombros é uma emergência obstétrica definida pela falha na liberação dos ombros fetais após a saída da cabeça, exigindo manobras adicionais. Sua incidência varia de 0,2% a 3% dos partos vaginais e é uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal e materna. O reconhecimento precoce e a aplicação rápida das manobras corretas são cruciais para um bom desfecho. Embora a macrossomia fetal (peso >4000g) seja um fator de risco bem estabelecido, é importante notar que a maioria dos recém-nascidos macrossômicos não desenvolve distocia de ombros. Além disso, aproximadamente metade dos casos de distocia de ombros ocorre em fetos com peso normal. A ultrassonografia de terceiro trimestre tem baixa sensibilidade e especificidade para prever a macrossomia e, consequentemente, a distocia de ombros, não sendo um bom preditor isolado. As complicações para o recém-nascido incluem lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne, a mais comum), fratura de clavícula, fratura de úmero, asfixia e, em casos extremos, morte. Para a mãe, pode ocorrer hemorragia pós-parto, lacerações perineais e vaginais. O manejo envolve uma sequência de manobras (McRoberts, pressão suprapúbica, rotação de ombros, remoção do braço posterior) que devem ser aplicadas de forma sistemática e rápida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para distocia de ombros?

Os principais fatores de risco incluem macrossomia fetal (peso >4000g ou >4500g em diabéticas), diabetes materno, obesidade materna, gestação prolongada, multiparidade, história prévia de distocia de ombros e indução de parto.

Quais são as manobras iniciais para resolver a distocia de ombros?

As manobras iniciais incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome) e a pressão suprapúbica (manobra de Mazzanti). Se estas falharem, outras manobras como a de Woods (rotação do ombro posterior) podem ser tentadas.

Qual a complicação mais frequente e grave da distocia de ombros para o recém-nascido?

A complicação mais frequente é a lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne), que pode ser transitória ou permanente. A fratura de clavícula é também comum, mas geralmente benigna e com boa recuperação. As complicações mais graves incluem asfixia e morte neonatal.

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