Distócia de Ombros: Manobras Essenciais no Parto

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2022

Enunciado

O trabalho de parto se caracteriza por uma síndrome, que após seu diagnóstico deve ser acompanhado por equipe multiprofissional a fim de evitar desfechos desfavoráveis e, caso surjam intercorrências, uma pronta atuação da equipe deve ser iniciada para proteção do binômio mãe-feto. Uma das complicações mais temidas durante o segundo período do trabalho de parto é a distócia de ombros, que é uma complicação dramática em obstetrícia. Para solucioná-la podemos utilizar os seguintes recursos, exceto:

Alternativas

  1. A) Manobra de Mac Roberts.
  2. B) Manobra de Rubin I.
  3. C) Posição de Running Start.
  4. D) Manobra de Gaskin (all fours).
  5. E) Vácuo-extrator.

Pérola Clínica

Distócia de ombros → Manobras de desimpactação (MacRoberts, Rubin, Gaskin). Vácuo-extrator NÃO é solução.

Resumo-Chave

A distócia de ombros é uma emergência obstétrica que exige manobras específicas para liberar o ombro anterior impactado sob a sínfise púbica. O vácuo-extrator, embora útil para auxiliar no parto vaginal, não resolve a impactação óssea da distócia de ombros e pode piorar a lesão.

Contexto Educacional

A distócia de ombros é uma complicação obstétrica rara, mas grave, que ocorre quando o ombro anterior do feto fica impactado atrás da sínfise púbica materna após o nascimento da cabeça. Sua incidência varia de 0,2% a 3% dos partos vaginais e é mais comum em fetos macrossômicos, gestantes diabéticas e em partos prolongados. O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para evitar morbidade e mortalidade materna e fetal. A fisiopatologia envolve a desproporção entre o diâmetro biacromial fetal e o diâmetro pélvico materno. O diagnóstico é clínico, pela falha do ombro anterior em nascer após a expulsão da cabeça. A equipe deve estar preparada para agir rapidamente, pois a asfixia fetal pode ocorrer em poucos minutos. A sequência de manobras deve ser realizada de forma sistemática e sem tração excessiva da cabeça. O tratamento consiste em uma sequência de manobras, começando com as menos invasivas, como a Manobra de MacRoberts (hiperflexão das coxas maternas) e a pressão suprapúbica. Se estas não forem eficazes, outras manobras como Rubin I (rotação do ombro posterior), Woods (rotação em saca-rolhas) ou Gaskin (posição de quatro apoios) podem ser tentadas. O vácuo-extrator não é uma opção para a distócia de ombros, pois não aborda a causa da impactação e pode agravar as lesões. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da desimpactação, com riscos de lesão do plexo braquial, fratura de clavícula ou úmero no feto, e hemorragia pós-parto ou lacerações no períneo materno.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros sinais de distócia de ombros durante o trabalho de parto?

A distócia de ombros é suspeitada quando a cabeça fetal nasce, mas o ombro anterior não consegue passar sob a sínfise púbica, resultando no 'sinal da tartaruga' (a cabeça retrai-se contra o períneo).

Por que o vácuo-extrator não é indicado para resolver a distócia de ombros?

O vácuo-extrator aplica tração na cabeça fetal, o que não resolve a impactação óssea dos ombros e pode aumentar o risco de lesões do plexo braquial ou fraturas. As manobras corretas visam desimpactar os ombros.

Quais são as manobras de primeira linha para a distócia de ombros?

As manobras de primeira linha incluem a Manobra de MacRoberts (hiperflexão das coxas da mãe) e a pressão suprapúbica. Se estas falharem, outras manobras como Rubin I, Gaskin ou Woods podem ser empregadas.

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