UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
A manobra mais adequada na resolução da distocia de ombros é a de:
Distocia de ombros → 1ª linha: Manobra de McRoberts (hiperflexão coxofemoral).
A manobra de McRoberts é a primeira e mais eficaz manobra para a resolução da distocia de ombros, pois aumenta o diâmetro anteroposterior da pelve materna, facilitando a liberação do ombro anterior impactado. É crucial iniciar as manobras de forma sequencial e rápida.
A distocia de ombros é uma emergência obstétrica que ocorre quando o ombro anterior do feto se impacta atrás da sínfise púbica materna após a saída da cabeça. É uma complicação imprevisível, mas mais comum em casos de macrossomia fetal, diabetes gestacional e obesidade materna, com uma incidência de 0,2% a 3% dos partos vaginais. Sua rápida identificação e manejo são cruciais para prevenir morbimortalidade materna e neonatal. A fisiopatologia envolve a desproporção entre o diâmetro biacromial fetal e o diâmetro pélvico materno. O diagnóstico é clínico, pela falha na liberação dos ombros após a saída da cabeça. A suspeita deve ser alta em partos com fatores de risco, embora possa ocorrer em qualquer gestação. O tempo é crítico, pois a compressão do cordão umbilical e a dificuldade respiratória podem levar à asfixia fetal. O tratamento consiste em uma sequência de manobras, sendo a manobra de McRoberts a primeira e mais importante. Ela envolve a hiperflexão das coxas da paciente em direção ao abdome, o que retifica a lordose lombar e aumenta o diâmetro anteroposterior da pelve. Outras manobras incluem pressão suprapúbica, manobras internas (Rubin II, Woods) e, em casos extremos, a manobra de Zavanelli (recolocação da cabeça fetal e cesariana) ou cleidotomia. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da resolução, com risco de lesões neurológicas (plexo braquial) e fraturas fetais.
Os sinais incluem a não progressão do parto após a saída da cabeça fetal, com a cabeça retraindo-se contra o períneo (sinal da tartaruga) e dificuldade na liberação dos ombros.
A sequência geralmente começa com McRoberts, seguida por pressão suprapúbica, manobras internas (Rubin II, Woods), remoção do braço posterior, e em último caso, Zavanelli ou cleidotomia.
As complicações incluem lesão do plexo braquial fetal, fratura de clavícula ou úmero fetal, asfixia neonatal e hemorragia pós-parto materna.
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