UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
Uma mulher de 42 anos, grande multípara, diabética, a termo, é admitida em trabalho de parto. A altura do fundo uterino é de 41cm. Essa paciente tem risco aumentado para:
Grande multípara + diabética + AFU > 40cm → ↑ risco de macrossomia e distócia de ombros.
A combinação de diabetes, grande multiparidade e altura do fundo uterino elevada (indicando macrossomia) aumenta significativamente o risco de distócia de ombros, uma emergência obstétrica que exige reconhecimento e manejo rápidos.
A distócia de ombros é uma emergência obstétrica definida pela falha na liberação dos ombros fetais após a saída da cabeça, exigindo manobras adicionais para o parto. Sua incidência varia, mas é uma complicação temida devido ao alto risco de morbidade e mortalidade materno-fetal. Os fatores de risco para distócia de ombros são múltiplos e incluem condições maternas como diabetes (gestacional ou pré-existente), obesidade, grande multiparidade, idade materna avançada e história prévia de distócia de ombros. Fatores fetais como macrossomia (peso fetal estimado > 4000g ou > 4500g) e pós-datismo também aumentam o risco. No caso apresentado, a paciente é grande multípara, diabética e apresenta altura do fundo uterino de 41cm, um forte indicativo de macrossomia, elevando significativamente o risco. O reconhecimento precoce dos fatores de risco permite uma vigilância maior durante o trabalho de parto e a preparação da equipe para o manejo da distócia. As manobras de primeira linha incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome) e a pressão suprapúbica. Em casos refratários, outras manobras como a de Woods ou Gaskin podem ser empregadas. O objetivo é liberar os ombros rapidamente para evitar complicações como lesão do plexo braquial e asfixia neonatal.
Os principais fatores de risco incluem diabetes materno (gestacional ou pré-existente), macrossomia fetal (peso fetal estimado > 4000g ou > 4500g), obesidade materna, multiparidade, pós-datismo e história prévia de distócia de ombros.
Uma altura do fundo uterino acima do esperado para a idade gestacional, especialmente > 40 cm, pode sugerir macrossomia fetal. A macrossomia é um dos maiores preditores de distócia de ombros, pois o tamanho do feto dificulta a passagem dos ombros pelo canal de parto.
Para o bebê, as complicações incluem lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne), fratura de clavícula ou úmero, asfixia e morte. Para a mãe, pode haver hemorragia pós-parto, lacerações perineais graves e ruptura uterina.
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