Distocia de Ombros: Manobra de McRoberts e Conduta

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Frente à distocia de ombros detectada durante a fase expulsiva do parto, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o tempo limite que antecede o aumento do risco de asfixia letal é de 10 minutos.
  2. B) a redução do diâmetro biacromial fetal por meio da adução dos ombros é a manobra mais eficaz.
  3. C) a episiotomia médio-lateral direita está indicada, independente da manobra de liberação de ombro adotada.
  4. D) a sondagem vesical de alívio é mandatória antes da realização da manobra de compressão suprapúbica.
  5. E) a primeira manobra que deve ser tentada na posição de litotomia é levantar os membros inferiores em hiperflexão.

Pérola Clínica

Distocia de ombros → Primeira ação é a Manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome).

Resumo-Chave

A manobra de McRoberts é a intervenção inicial e uma das mais eficazes. Ela não aumenta o diâmetro pélvico ósseo, mas retifica a lordose lombar e rotaciona a sínfise púbica, facilitando a liberação do ombro anterior impactado.

Contexto Educacional

A distocia de ombros é uma emergência obstétrica imprevisível que ocorre quando, após a saída da cabeça fetal, o ombro anterior fica impactado na sínfise púbica materna, impedindo a conclusão do parto. A incidência varia de 0,2% a 3% dos partos vaginais. Fatores de risco incluem macrossomia fetal, diabetes materno e obesidade, mas muitos casos ocorrem sem fatores identificáveis. O diagnóstico é feito clinicamente quando a tração axial suave da cabeça fetal não consegue liberar o ombro anterior. O manejo requer uma equipe coordenada e a execução rápida de uma série de manobras para liberar o ombro impactado. A primeira e mais simples manobra a ser realizada é a de McRoberts, que consiste na hiperflexão e abdução das coxas maternas contra o abdome. Esta manobra, frequentemente associada à pressão suprapúbica, resolve a maioria dos casos. O objetivo principal do manejo é evitar a asfixia fetal por compressão do cordão umbilical e a lesão do plexo braquial por tração excessiva da cabeça. O tempo é crítico, pois o risco de dano neurológico aumenta significativamente após 5 minutos. A comunicação clara com a paciente e a equipe, e a execução sistemática das manobras são fundamentais para um desfecho favorável.

Perguntas Frequentes

Qual é o sinal clássico que sugere distocia de ombros durante o parto?

O sinal mais característico é o "sinal da tartaruga", que consiste na retração da cabeça fetal contra o períneo logo após sua expulsão. Isso indica que o ombro anterior está impactado atrás da sínfise púbica materna.

Qual a sequência de manobras recomendada para resolver a distocia de ombros?

A sequência geralmente segue o mnemônico HELPERR: Help (pedir ajuda), Episiotomy (avaliar episiotomia), Legs (Manobra de McRoberts), Pressure (pressão suprapúbica), Enter (manobras internas como Rubin II ou Woods), Remove (retirada do braço posterior), e Roll (Manobra de Gaskin).

Quais são as principais complicações fetais e maternas da distocia de ombros?

As complicações fetais incluem lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne), fratura de clavícula ou úmero, e asfixia perinatal. As complicações maternas incluem lacerações perineais de terceiro e quarto graus, hemorragia pós-parto e atonia uterina.

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