Distócia de Ombro: Reconhecimento e Manejo no Parto

HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Paciente G IV PIII (3 Partos normais), obesa, com 40 semanas de idade gestacional. Chegou em trabalho de parto, clinicamente bem, medida de altura uterina 42 cm, apresentação fetal cefálica, dorso à esquerda, BCF 144 bpm. Trabalho de parto evoluiu rapidamente, mas expulsão fetal difícil, necessitando manobras obstétricas e ampla episiotomia foi realizada. Bebê nasceu com 4200 g, APGAR 6/9 e apresentou fratura de clavícula. A mãe teve prolongamento da episiotomia e lacerações peri ureterais. O mais provável de ter ocorrido é:

Alternativas

  1. A) Distócia funcional
  2. B) Distócia de rotação
  3. C) Deflexão da cabeça fetal
  4. D) Distócia de ombro
  5. E) Distócia do estreito inferior da bacia

Pérola Clínica

Macrossomia + Parto difícil + Fratura de clavícula + Lacerações maternas → Distócia de ombro.

Resumo-Chave

A distócia de ombro é uma emergência obstétrica caracterizada pela dificuldade na expulsão dos ombros fetais após a saída da cabeça. Fatores de risco incluem macrossomia fetal e obesidade materna. Complicações comuns são fraturas de clavícula ou lesão do plexo braquial no bebê e lacerações perineais graves na mãe.

Contexto Educacional

A distócia de ombro é uma emergência obstétrica imprevisível e potencialmente grave, caracterizada pela falha na expulsão dos ombros fetais após a saída da cabeça, devido ao impacto do ombro anterior contra a sínfise púbica materna. Sua incidência varia, mas é mais comum em partos de fetos macrossômicos. O reconhecimento rápido e a aplicação de manobras corretas são cruciais para minimizar morbidade e mortalidade materno-fetais. A fisiopatologia envolve uma desproporção entre o tamanho dos ombros fetais e o diâmetro da pelve materna, frequentemente exacerbada por fatores como diabetes gestacional e obesidade materna. A dificuldade na expulsão leva a um aumento do tempo de parto e à necessidade de manobras, que podem resultar em lesões. As complicações fetais incluem fraturas (clavícula, úmero) e lesões do plexo braquial, enquanto as maternas abrangem lacerações perineais graves, hemorragia pós-parto e, em casos raros, ruptura uterina. O manejo da distócia de ombro requer uma equipe treinada e a aplicação sequencial de manobras obstétricas específicas, como a manobra de McRoberts e a pressão suprapúbica. A episiotomia, embora frequentemente realizada, não resolve a impactação óssea, mas pode facilitar as manobras. A prevenção é desafiadora, mas a identificação de fatores de risco e a discussão de opções de parto em casos de macrossomia suspeita são importantes para o planejamento e a preparação da equipe.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para distócia de ombro?

Os principais fatores de risco incluem macrossomia fetal (peso > 4000g), diabetes gestacional, obesidade materna, multiparidade, parto pós-termo e história prévia de distócia de ombro. A identificação desses fatores é crucial para a preparação.

Quais são as manobras obstétricas utilizadas para resolver a distócia de ombro?

As manobras incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas), pressão suprapúbica (Manobra de Mazzanti), manobras de rotação (Rubin, Woods) e, em casos extremos, a manobra de Zavanelli (recolocação da cabeça fetal e cesariana). A sequência e a correta execução são vitais.

Quais são as complicações mais comuns da distócia de ombro para o feto e a mãe?

Para o feto, as complicações incluem fratura de clavícula, fratura de úmero e lesão do plexo braquial. Para a mãe, podem ocorrer lacerações perineais graves (incluindo de 3º e 4º graus), hemorragia pós-parto e, raramente, ruptura uterina. O manejo rápido visa minimizar esses riscos.

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