SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
Parturiente, 40 anos, diabética, obesa, apresentando durante o período expulsivo, dificuldade no desprendimento das espáduas. Comprovada a distocia bisacromial, é correto afirmar sobre a primeira medida a ser adotada:
Distocia de ombro → 1ª medida: Manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas sobre o abdome).
A distocia de ombro é uma emergência obstétrica que exige ação rápida para evitar morbidade e mortalidade fetal. A manobra de McRoberts é a primeira e mais eficaz manobra, visando aumentar o diâmetro anteroposterior da pelve e facilitar a liberação do ombro anterior.
A distocia de ombro é definida como a falha no desprendimento do ombro fetal após a saída da cabeça, exigindo manobras obstétricas adicionais. É uma complicação rara, mas grave, com incidência de 0,2% a 3% dos partos vaginais, e está associada a fatores de risco maternos como diabetes, obesidade, macrossomia fetal e multiparidade. A rápida identificação e intervenção são cruciais para prevenir lesões maternas e fetais. A fisiopatologia envolve a impactação do ombro anterior fetal sob a sínfise púbica materna. O diagnóstico é clínico, quando a cabeça fetal emerge, mas o ombro não consegue passar, caracterizando o 'sinal da tartaruga' (a cabeça retrai-se contra o períneo). A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco e progressão lenta do período expulsivo. O tratamento da distocia de ombro segue uma sequência de manobras, começando pela Manobra de McRoberts, que consiste na hiperflexão das coxas da parturiente sobre o abdome para retificar a curvatura sacral e aumentar o diâmetro anteroposterior da pelve. Se ineficaz, outras manobras como a pressão suprapúbica (Manobra de Mazzanti), rotação do ombro (Manobra de Woods) ou extração do braço posterior podem ser tentadas. O prognóstico depende da rapidez e eficácia das manobras, com risco de paralisia do plexo braquial, fraturas fetais e hemorragia pós-parto.
O sinal clássico de distocia de ombro é o 'sinal da tartaruga', onde a cabeça fetal emerge, mas retrai-se contra o períneo devido à impactação do ombro anterior sob a sínfise púbica materna. Há também a falha no desprendimento espontâneo das espáduas após a saída da cabeça.
A primeira medida a ser adotada é a Manobra de McRoberts. Ela consiste na hiperflexão das coxas da parturiente sobre o abdome, o que retifica a curvatura sacral e aumenta o diâmetro anteroposterior da pelve, facilitando a liberação do ombro.
A pressão fúndica é contraindicada porque pode empurrar o ombro ainda mais contra a sínfise púbica, agravando a impactação e aumentando o risco de lesões fetais graves, como fraturas e lesões do plexo braquial.
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