Distocia de Ombro: Fatores de Risco, Manejo e Complicações

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024

Enunciado

Paciente primigesta no curso das 38 semanas de gestação com altura uterina de 41 cm, em assistência ao trabalho de parto, no período expulsivo. Após desprendimento do polo cefálico e subsequente rotação externa, não se obteve sucesso no desprendimento do ombro anterior fetal. Assinale a alternativa que descreve corretamente fatores de risco, manejo adequado e complicações do quadro acima descrito, respectivamente.

Alternativas

  1. A) Hipertiroidismo e Pós Datismo; Manobras de Bracht e Rubin II; Fraturas fetais e Pneumotórax.
  2. B) Hipertensão gestacional e Obesidade; Manobras de Pajot e Rubin I; Lesão de plexo braquial e Óbito fetal.
  3. C) Macrossomia fetal e Diabetes descompensada; Manobras de Retirada do braço posterior e Woods; Lacerações perineais e Fístulas reto-vaginais.
  4. D) Diabetes descompensada e Rotura Ante-Parto das Membranas Ovulares; Manobras de Mc Roberts e Woods; Hemorragia Pós-Parto e Restrição do crescimento fetal.

Pérola Clínica

Distocia de ombro: Macrossomia/Diabetes → Manobras sequenciais (McRoberts, Woods, Rubin) → Risco de lesão plexo braquial e HPP.

Resumo-Chave

A distocia de ombro é uma emergência obstétrica que exige manejo rápido e sequencial de manobras para desimpactar o ombro fetal. Fatores de risco incluem macrossomia fetal e diabetes materna. As complicações podem ser graves para o feto (lesão de plexo braquial, fratura) e para a mãe (hemorragia pós-parto, lacerações).

Contexto Educacional

A distocia de ombro é uma emergência obstétrica que ocorre quando, após o desprendimento da cabeça fetal, o ombro anterior fica impactado atrás da sínfise púbica materna, impedindo o nascimento. É uma complicação imprevisível, mas com fatores de risco bem estabelecidos, como macrossomia fetal (peso > 4000g), diabetes materna (gestacional ou pré-existente), obesidade, multiparidade e trabalho de parto prolongado. O diagnóstico é clínico, pela não progressão do parto após a saída da cabeça e a rotação externa. O manejo exige uma abordagem sistemática e rápida, utilizando manobras sequenciais para desimpactar o ombro. A primeira linha é a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome) combinada com pressão suprapúbica. Se ineficaz, outras manobras como a de Woods (rotação do ombro posterior), Rubin (pressão no ombro anterior) ou a retirada do braço posterior podem ser tentadas. As complicações podem ser graves para o feto, incluindo lesão do plexo braquial (paralisia de Erb-Duchenne ou Klumpke), fraturas de clavícula ou úmero, e asfixia. Para a mãe, os riscos incluem hemorragia pós-parto devido à atonia uterina ou lacerações perineais de terceiro e quarto graus, e, em casos extremos, rotura uterina. O treinamento e a prontidão da equipe são fundamentais para um desfecho favorável.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de distocia de ombro?

Os principais fatores de risco incluem macrossomia fetal, diabetes gestacional ou pré-gestacional descompensada, obesidade materna, multiparidade, pós-datismo e história prévia de distocia de ombro.

Qual a sequência de manobras recomendada para o manejo da distocia de ombro?

A sequência geralmente começa com a manobra de McRoberts, seguida por pressão suprapúbica. Se não houver sucesso, outras manobras como Rubin I, Woods, retirada do braço posterior ou Gaskin podem ser tentadas.

Quais são as complicações mais comuns da distocia de ombro para a mãe e para o feto?

Para o feto, as complicações mais comuns são a lesão do plexo braquial e a fratura de clavícula ou úmero. Para a mãe, incluem hemorragia pós-parto, lacerações perineais graves e, em casos raros, rotura uterina.

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