SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023
Paciente 22 anos de idade, primigesta e na 41ª semana de gravidez. Veio para emergência obstétrica com queixa de dor em baixo ventre há 12h tipo cólica. Ao exame, dinâmica uterina de 4 contrações/10 minutos/55 segundos. Batimentos cardiofetais de 156 bpm. Altura de fundo uterino de 34cm. Toque vaginal com 6 cm de dilatação, bolsa das íntegras, cefálico e 80% de esvaecimento cervical. O trabalho de parto evoluiu de forma lenta e, durante o período expulsivo, ocorreu o sinal da tartaruga. Assinale a alternativa que NÃO é fator de risco para o diagnóstico do período expulsivo.
Lúpus eritematoso sistêmico NÃO é fator de risco para distocia de ombro.
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune que pode trazer diversas complicações gestacionais, mas não é um fator de risco direto para distocia de ombro ou problemas no período expulsivo do trabalho de parto.
O trabalho de parto é um processo fisiológico, mas pode ser complicado por diversas intercorrências. O período expulsivo, que se inicia com a dilatação cervical completa e termina com o nascimento do bebê, é particularmente suscetível a distocias, sendo a distocia de ombro uma das mais temidas. A distocia de ombro ocorre quando, após o nascimento da cabeça, o ombro anterior do feto fica impactado atrás da sínfise púbica materna, impedindo a progressão do parto. O 'sinal da tartaruga' é um achado clássico que indica essa complicação. Diversos fatores de risco estão associados à distocia de ombro e a um período expulsivo complicado. A obesidade materna e a macrossomia fetal (peso fetal > 4000g) aumentam o tamanho do feto, dificultando sua passagem pelo canal de parto. O termo tardio (gestação > 41 semanas) também eleva o risco de macrossomia e de um feto com maior rigidez. O parto vaginal assistido, seja por fórceps ou vácuo, pode ser um fator de risco ou uma tentativa de resolver um período expulsivo prolongado, mas também pode aumentar a chance de distocia de ombro. Por outro lado, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune que pode ter impacto na gestação, aumentando riscos de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e abortamento. No entanto, o LES não é considerado um fator de risco direto para distocia de ombro ou para a mecânica do período expulsivo do trabalho de parto. Portanto, a alternativa que NÃO é fator de risco para o diagnóstico do período expulsivo, especificamente a distocia de ombro, é o Lúpus Eritematoso Sistêmico.
O sinal da tartaruga é um achado clínico que indica distocia de ombro, onde a cabeça do bebê emerge e retrai-se contra o períneo materno, como uma tartaruga, devido à impactação do ombro anterior contra a sínfise púbica.
Os principais fatores de risco incluem macrossomia fetal, diabetes mellitus materno, obesidade materna, multiparidade, período expulsivo prolongado, parto vaginal assistido (fórceps ou vácuo) e gestação pós-termo.
As manobras iniciais incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome), pressão suprapúbica (Manobra de Mazzanti) e, se necessário, manobras internas como a de Woods (rotação do ombro posterior) ou Rubin (pressão no ombro anterior).
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