Distocia de Ombro: Fatores de Risco no Período Expulsivo

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2023

Enunciado

Paciente 22 anos de idade, primigesta e na 41ª semana de gravidez. Veio para emergência obstétrica com queixa de dor em baixo ventre há 12h tipo cólica. Ao exame, dinâmica uterina de 4 contrações/10 minutos/55 segundos. Batimentos cardiofetais de 156 bpm. Altura de fundo uterino de 34cm. Toque vaginal com 6 cm de dilatação, bolsa das íntegras, cefálico e 80% de esvaecimento cervical. O trabalho de parto evoluiu de forma lenta e, durante o período expulsivo, ocorreu o sinal da tartaruga. Assinale a alternativa que NÃO é fator de risco para o diagnóstico do período expulsivo.

Alternativas

  1. A) Obesidade
  2. B) Termo tardio
  3. C) Macrossomia
  4. D) Parto vaginal assistido
  5. E) Lúpus eritematoso sistêmico

Pérola Clínica

Lúpus eritematoso sistêmico NÃO é fator de risco para distocia de ombro.

Resumo-Chave

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune que pode trazer diversas complicações gestacionais, mas não é um fator de risco direto para distocia de ombro ou problemas no período expulsivo do trabalho de parto.

Contexto Educacional

O trabalho de parto é um processo fisiológico, mas pode ser complicado por diversas intercorrências. O período expulsivo, que se inicia com a dilatação cervical completa e termina com o nascimento do bebê, é particularmente suscetível a distocias, sendo a distocia de ombro uma das mais temidas. A distocia de ombro ocorre quando, após o nascimento da cabeça, o ombro anterior do feto fica impactado atrás da sínfise púbica materna, impedindo a progressão do parto. O 'sinal da tartaruga' é um achado clássico que indica essa complicação. Diversos fatores de risco estão associados à distocia de ombro e a um período expulsivo complicado. A obesidade materna e a macrossomia fetal (peso fetal > 4000g) aumentam o tamanho do feto, dificultando sua passagem pelo canal de parto. O termo tardio (gestação > 41 semanas) também eleva o risco de macrossomia e de um feto com maior rigidez. O parto vaginal assistido, seja por fórceps ou vácuo, pode ser um fator de risco ou uma tentativa de resolver um período expulsivo prolongado, mas também pode aumentar a chance de distocia de ombro. Por outro lado, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune que pode ter impacto na gestação, aumentando riscos de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro e abortamento. No entanto, o LES não é considerado um fator de risco direto para distocia de ombro ou para a mecânica do período expulsivo do trabalho de parto. Portanto, a alternativa que NÃO é fator de risco para o diagnóstico do período expulsivo, especificamente a distocia de ombro, é o Lúpus Eritematoso Sistêmico.

Perguntas Frequentes

O que é o 'sinal da tartaruga' no trabalho de parto?

O sinal da tartaruga é um achado clínico que indica distocia de ombro, onde a cabeça do bebê emerge e retrai-se contra o períneo materno, como uma tartaruga, devido à impactação do ombro anterior contra a sínfise púbica.

Quais são os principais fatores de risco para distocia de ombro?

Os principais fatores de risco incluem macrossomia fetal, diabetes mellitus materno, obesidade materna, multiparidade, período expulsivo prolongado, parto vaginal assistido (fórceps ou vácuo) e gestação pós-termo.

Quais são as manobras iniciais para resolver a distocia de ombro?

As manobras iniciais incluem a manobra de McRoberts (hiperflexão das coxas maternas sobre o abdome), pressão suprapúbica (Manobra de Mazzanti) e, se necessário, manobras internas como a de Woods (rotação do ombro posterior) ou Rubin (pressão no ombro anterior).

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